Bio e a estrada.
Estavam em um momento de sinergia.
Bio e sua moto.
Eram um só.
Bio e o sol batendo em seu rosto.
O tornava vivo.
Bio e o seu cabelo ao vento.
Ele estava livre.
Naquele dia, Bio não seria encontrado. Naquele despertar, sua família não o encontraria em sua cama. Naquela manhã, seu chefe não encontraria Bio na sua mesa em seu trabalho. Naquela noite seus colegas não o encontrariam na sala do curso. Naquele sábado, seus amigos não encontrariam Bio para tomar aquela cerveja depois do futebol.
Bio e sua liberdade.
Daquele dia em diante Bio não seria mais encontrado.
Bio corria livre.
Porque Bio havia se libertado. Porque Bio havia há muito se cansado de tudo. Porque Bio havia se cansado de todas aquelas pessoas mediocres e de seus rituais mediocres e de suas idéias mediocres e de seus valores mediocres e de seus ideais de vida mediocres.
Bio rompera as correntes.
E ele demorara para fazer isso. Bio demorara mais do que seu espirito poderia suportar, mas suportou porque sempre fora um espirito livre. Mas seu corpo estava preso, imobilizado, estacado ao chão, a um peso tão grande quanto sua vontade de correr livre. Seu espírito era livre. Seu corpo também precisava ser.
Bio e seu amor.
Bio compreendia isso. Sim, Bio compreendia muito mais do que qualquer uma das pessoas podia compreender. E era bobagem tentar explicar.
Bio sem fronteiras.
E naquela manhã ele decidira se libertar. Naquela manhã ele decidira deixar para trás tudo quanto não lhe fizesse bem. Naquela manhã ele abriu mão de uma boa vida, para libertar sua vida. Naquela manhã ele saiu de seu mundo, para ganhar o mundo.
Naquela manhã ele saira sem rumo, sem direção, para encontrar a si mesmo. Naquela manhã, Bio estava livre.
Bio e seu cabelo ao vento.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Humanidade (1)
E as pessoas dizem: Ah, mas eu sou assim!
(para justificar)
E as pessoas justificam: Bom ou mal, sou o que sou!
(e geralmente por mal)
E as pessoas se desculpam: Desculpe, mas sou assim e não posso mudar!
(e isso é muito conveniente)
O que elas não sabem é que são o que pensam ser, o que querem ser.
Ninguém é sem ser.
--------
Hipócritas.
(para justificar)
E as pessoas justificam: Bom ou mal, sou o que sou!
(e geralmente por mal)
E as pessoas se desculpam: Desculpe, mas sou assim e não posso mudar!
(e isso é muito conveniente)
O que elas não sabem é que são o que pensam ser, o que querem ser.
Ninguém é sem ser.
--------
Hipócritas.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
As vezes, ser bom, não é o bastante.
As vezes, ser bom, não é o bastante.
As vezes, ser correto, ser honesto, franco, integro, não é o suficiente. As vezes, fazer o bem, zelar pelas pessoas que ama, não basta.
Estará então errada, a pessoa que desejar realmente ser boa?
Por que, embora todos falem sobre como o mundo seria melhor com pessoas boas e corretas, por que, quando elas existem, elas nunca conseguem fazer o suficiente?
As vezes, ser bom, não é o bastante.
Pessoas, humanas, demasiadamente humanas. Insensatas, sempre querendo mais de todos para si. Egoístas. Sempre olhando para seus próprios umbigos de amor-próprio.
Mas pode o bom, a pessoa de bem, estar errada?
Teria, ela, que ser diferente, ser má, descer as profundezas do inferno, para viver neste mundo?
As vezes, ser bom, não é o bastante.
Algumas pessoas estão erradas. Aquelas que, embora achem o contrário, não possuem valores. Aquelas que dizem, que bradam, que esperam um mundo bom, que desejam pessoas boas ao seu redor. Mas que agem diferente em suas vidas, sempre procurando pelas pessoas erradas, pelos que mentem, que ludibriam, que disseminam o mal, que destroem a tudo e que fazem a todos sofrer.
Sim, porque o ser humano tem algo de masoquista. Parece adorar sofrer. É envolvido por uma volúpia mágica de prazer quando sofre, quando encontra algo ou alguém que o faça sofrer.
Mas também estas pessoas, têm algo de sádicas pois sentem prazer com o sofrimento, com a negação e a destruição do belo, do bom.
E assim, forma-se uma cadeia de eventos, um efeito dominó que destrói a face boa da humanidade.
Por que deveria você ser bom se tudo que lhe aguarda é o sofrimento?
Por que eu deveria ser bom se tudo que me aguarda é o sofrimento?
...
Porque talvez não possamos ser diferentes do que somos.
Porque eu acredito no bem. Porque eu acredito que possamos ser bons. Porque eu acredito que possamos fazer o bem uns aos outros. Porque eu acredito que possa fazer alguém feliz. Verdadeiramente.
Mas às vezes ser bom parece não ser o bastante.
As vezes, ser correto, ser honesto, franco, integro, não é o suficiente. As vezes, fazer o bem, zelar pelas pessoas que ama, não basta.
Estará então errada, a pessoa que desejar realmente ser boa?
Por que, embora todos falem sobre como o mundo seria melhor com pessoas boas e corretas, por que, quando elas existem, elas nunca conseguem fazer o suficiente?
As vezes, ser bom, não é o bastante.
Pessoas, humanas, demasiadamente humanas. Insensatas, sempre querendo mais de todos para si. Egoístas. Sempre olhando para seus próprios umbigos de amor-próprio.
Mas pode o bom, a pessoa de bem, estar errada?
Teria, ela, que ser diferente, ser má, descer as profundezas do inferno, para viver neste mundo?
As vezes, ser bom, não é o bastante.
Algumas pessoas estão erradas. Aquelas que, embora achem o contrário, não possuem valores. Aquelas que dizem, que bradam, que esperam um mundo bom, que desejam pessoas boas ao seu redor. Mas que agem diferente em suas vidas, sempre procurando pelas pessoas erradas, pelos que mentem, que ludibriam, que disseminam o mal, que destroem a tudo e que fazem a todos sofrer.
Sim, porque o ser humano tem algo de masoquista. Parece adorar sofrer. É envolvido por uma volúpia mágica de prazer quando sofre, quando encontra algo ou alguém que o faça sofrer.
Mas também estas pessoas, têm algo de sádicas pois sentem prazer com o sofrimento, com a negação e a destruição do belo, do bom.
E assim, forma-se uma cadeia de eventos, um efeito dominó que destrói a face boa da humanidade.
Por que deveria você ser bom se tudo que lhe aguarda é o sofrimento?
Por que eu deveria ser bom se tudo que me aguarda é o sofrimento?
...
Porque talvez não possamos ser diferentes do que somos.
Porque eu acredito no bem. Porque eu acredito que possamos ser bons. Porque eu acredito que possamos fazer o bem uns aos outros. Porque eu acredito que possa fazer alguém feliz. Verdadeiramente.
Mas às vezes ser bom parece não ser o bastante.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Lugares, olhares, vida
As vezes é muito dificil viver neste mundo.
Você já se perguntou como é dificil viver em um mundo que não é seu?
Passar a vida em um lugar que não é o seu lugar?
Estar constantemente fora de sua órbita?
Ser como um gigante em um mundo de vidro, ou uma formiga no caminho do estouro de uma boiada?
Mas essa realidade, esse mundo a nossa volta, está errada. Existe algo terrivelmente errado em tudo isso.
Bastaria-nos aprender a viver nele então. Fechar os olhos, e seguir em frente.
Aguentar calado cada pancada que levarmos e simplesmente seguir em frente.
Talvez berrar, aqui ou ali, reclamar, xingar, mas manter os olhos fechados e seguir em frente.
Sempre por instinto. Nunca por razão.
Mas ainda estariamos no lugar errado. Ainda estariamos orbitando fora de nosso mundo.
Estariamos nos matando por dentro, afogando nossas esperanças e sufocando nossas almas.
Então eu me nego.
Mas eu não vou lutar por nada. Não vou lutar por tudo.
Você também deveria fazer isso.
O tempo passa e nós cansamos. E nos cansamos.
A solução? A saída? O refúgio?
Não descobri. Não sei se um dia descobrirei.
Mas seguiremos. Cansados, sim. Mas de olhos bem abertos.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O vôo da águia
O sol nascente do leste,
A brisa do oeste,
A neve do norte,
A chuva do sul.
O mar do leste,
A planície do oeste,
As montanhas do norte,
Os campos do sul.
A brisa do oeste,
A neve do norte,
A chuva do sul.
O mar do leste,
A planície do oeste,
As montanhas do norte,
Os campos do sul.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Perdido em pensamentos...
Me encontro em todas as partes
Perdido em pensamentos
Para os lados que olho
Não vejo ninguém, ninguém.
Mas ouço uma voz
Que ocoa em minha mente
Voz conhecida
De indecifráveis sensações.
De tudo, me pego pensando
A vida, o mundo, a morte, o amor
De onde viemos, será para onde vamos?
E quem estará lá, quem eu encontrarei?
Procuro por algo conhecido
Um rosto, uma voz
Um gesto de carinho
Uma palavra de aconchego
Eu olho para o céu
Negro, profundo, vazio
Procuro pelas estrelas
Busco a esperança.
Deitado, recostado à relva
O cheiro doce da noite
O orvalho nas folhas verdes do prado
A sensação de firmeza sob mim.
Eu olho para céu.
Procuro pelas estrelas
Busco talvez, um rosto conhecido.
Alguém que me faça viajar ao infinito.
Mas embalado pelo sono
Tua lembrança me vem
Carregada de siginificado
Que apenas em sonhos, eu possa compreender.
Perdido em pensamentos...
Escrito em uma noite de insônia - 10/10/08
Ps: Incrível como funciono melhor à noite.
Perdido em pensamentos
Para os lados que olho
Não vejo ninguém, ninguém.
Mas ouço uma voz
Que ocoa em minha mente
Voz conhecida
De indecifráveis sensações.
De tudo, me pego pensando
A vida, o mundo, a morte, o amor
De onde viemos, será para onde vamos?
E quem estará lá, quem eu encontrarei?
Procuro por algo conhecido
Um rosto, uma voz
Um gesto de carinho
Uma palavra de aconchego
Eu olho para o céu
Negro, profundo, vazio
Procuro pelas estrelas
Busco a esperança.
Deitado, recostado à relva
O cheiro doce da noite
O orvalho nas folhas verdes do prado
A sensação de firmeza sob mim.
Eu olho para céu.
Procuro pelas estrelas
Busco talvez, um rosto conhecido.
Alguém que me faça viajar ao infinito.
Mas embalado pelo sono
Tua lembrança me vem
Carregada de siginificado
Que apenas em sonhos, eu possa compreender.
Perdido em pensamentos...
Escrito em uma noite de insônia - 10/10/08
Ps: Incrível como funciono melhor à noite.
domingo, 9 de novembro de 2008
A diferença nos é estranha. A incompreensão é tudo que te alimentas?

A incompreensão, alimento para as mentes pobres em compreensão.
Se a diferença é marca irrefutável entre nossas almas humanas, por que nos causa tanto desconforto, a diferença?
Se a diferença nos é estranha, o que pode nos ser comum?
A diferença, é parte da beleza do mundo, eu lhes digo. E talvez não concordais comigo, mas é um direito teu, posto que somos diferentes.
Fato, no entanto, é que a mente humana parece não estar preparada para aquilo que lhe for estranho. No minimo, a mente coletiva, a mente da sociedade, não o está. Afinal, não podemos separar o comportamente individual do coletivo em que este individualismo está inserido, visto que este é um reflexo puro e simples de uma consciência maior.
Assim como não é possível analisarmos uma cultura fora de seu tempo e espaço, não nos é possivel pensarmos em determinado comportamento individual, mas que seja repetido pelo coletivo, fora deste contexto.
O referido comportamento, uma espécie de asco que a diferença nos causa, porque, de maneira geral, tudo que nos é diferente, nos causa estranhesa. Se essa estranhesa for tal, que não pudermos compreender, mesmo que por um breve instante, nos causará um pavor quase que bovino.
A compreensão aqui, apresenta-se como chave para a elucidação deste problema.
É fato que a mente coletiva ocidental não foi projetada durante os últimos séculos para saber compreender. Ora, nem mesmo foi nos dito que podemos e devemos compreender!
O que foi nos dito, ah isso sim, é que existe uma verdade maior em que acreditar. Que devemos crer que ela é única, imutável e a única a ser acreditada . Que devemos crer, crer e crer. Crer cegamente. Nunca duvidar, nunca questionar. Nunca, sob hipótese alguma, tentar compreendê-la.
Logo, tudo que for diferente de qualquer "padrão", é estranho. É errado! É ofensivo! Obsceno!
Inaceitável!
Inaceitável, no entanto, é julgarmo-nos seres superiores, dotados de capacidade intelectual, de capacidade cognitiva, se não pudermos nem ao menos compreender o que isso significa. Se não pudermos nem ao menos entender que podemos sim, e devemos pois, compreender.
Inaceitável é pensar que toda diferença se torna inaceitável.
Ínfimos de espirito, é isso que somos. A diferença (ela novamente), começa a brotar a partir do momento em que compreendermos que o mundo não é raso. Que a realidade não é padronizada. Nem tão pouco polarizada. Não existe apenas um ponto de vista, não existe apenas o certo e o errado, o bem e o mal.
Vocês chegam a tal ponto que tornam a incompreensão alimento para suas almas, para suas mentes não pensantes. No entanto, são seres incapacitados de compreender.
A incompreensão é tudo que te alimentas?
No final de tudo, é apenas isso que te sobras? Não compreender a pessoa proxima de ti? Julga-la pelos teus próprios valores, mas valores que não são teus? Valores que te foram atirados garganta abaixo e que você bovinamente aceitou?
A incompreensão é tudo que te alimentas?
...
No final de tudo, deves compreender a si próprio, primeiro.
---------------
Prefiro a diferença à massa de iguais, pseudo-conhecedores da verdade universal.
Nunca serei como vocês, me recuso terminantemente.
E serei feliz, oh, serei sim.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Máscaras
A realidade seria muito melhor se fosse despida de máscaras.
Posto isso, faz-se necessário uma reflexão: quando te olhas no espelho, o que vês? Vês a ti mesmo? Vês aquele que és, de fato? Vês o reflexo de teus sentimentos, das tuas crenças, dos teus sonhos? Enxergas a tua alma? Ou o que vês é meramente assim como uma máscara?
Se fores assim, és uma exceção, uma grata excessão. Exceção porque o mundo é mascarado. A realidade em que estamos, está oculta por uma grande máscara. Máscara essa que nos atinge, nos cobre, nos afeta.
Assim como o ator grego que vestia a persona* para interpretar, és um grande personagem, se tu não fores tu mesmo para o mundo. A máscara permitia que o ator deixasse de ser ele mesmo, passando a ser outro, o personagem, para convencer a platéia, os críticos, de que aquele que lá estava, de que aquele que falava e gesticulava, não era ele mesmo, mas sim outro. Com outros pensamentos, com outras ideias, com outros sonhos, todos esses minimamente transmitidos ao mundo exterior por sua máscara. Em suma, um grande engodo.
Com atuações mais ou menos brilhantes, todos, eu repito, todos, eu brado, TODOS, usamos máscaras para nos diluirmos na realidade. A diferença entre nós, está no fato de continuar escondido atrás de uma máscara, aceitando as imposições que lhe forem feitas, aceitando a padronização de rostos, ou descartá-la, quebrar sua máscara e se livrar de sua influência.
Vocês buscam ser padrões em uma realidade sem padrões. Buscam uma máscara padronizada de aceitação, um rosto sem rosto, uma massa de iguais. Mas suas almas não são iguais. E vocês sabem disso. Ao menos, até em algum momento de vossas vidas, sabeis disso. Mas a mentira quando repetida por muitas vezes, não ganha ares de verdade? O mentiroso corre o risco de acreditar em sua própria lorota?
Por certo que pode. E é isso que acontece, a todo instante. Se insistirem com suas máscaras (porque nunca existe uma única), a um dado momento, esquecerão que atrás da máscara existe um rosto. Esquecerão de como é este rosto e o que ele representa.
Não somos iguais. Não podemos procurar pela igualdade, quando o sentido de tudo não se encontra nisto.
Não podes procurar pela aceitação dos outros, e muito menos aceitar a eles, sem primeiro, te aceitares a ti próprio.
Não poderás entender a alma alheia, se não compreenderes a tua própria.
E não conseguirás fazer nada disso, se estiveres escondido atrás de uma máscara, porque não conseguirá fitar a realidade além do alcance destes olhos que não são teus.
Por isso, te olhes no espelho. O que vês?
------------------
Desejo o dia em que todos quebremos nossas máscaras. Desejo que hoje minhas máscaras continuem quebradas.
Desejo a verdade. Desejo ser verdadeiro.
------------------
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Listas
(...)
Um dia eu ainda irei fazer uma lista.
Não uma, mas várias listas.
Talvez até um lista com as listas que fiz,
Listas com coisas que gosto;
Com coisas que aprecio;
Com coisas que admiro;
Com coisas que não vivo sem;
Listas com meu código de ética/vida;
Listas com coisas que vivi e nunca esqueci;
Listas com coisas que marcaram a minha existência;
Listas grandes, listas pequenas;
Listas coloridas talvez, lista em branco (porque não?);
E, claro, listas com coisas que não aprecio, desgosto, repúdio.
Uma lista com coisas que detesto;
E no topo dessa lista, entre os primeiros lugares, com toda certeza estará a ingratidão.
É odiosa a ingratidão.
Você faz, faz, faz. Ajuda, ajuda, ajuda. Se dedica, de coração.
Mas ela está lá, plantada na alma dos homens.
É triste a ingratidão.
(...)
Um dia eu ainda irei fazer uma lista.
Não uma, mas várias listas.
Talvez até um lista com as listas que fiz,
Listas com coisas que gosto;
Com coisas que aprecio;
Com coisas que admiro;
Com coisas que não vivo sem;
Listas com meu código de ética/vida;
Listas com coisas que vivi e nunca esqueci;
Listas com coisas que marcaram a minha existência;
Listas grandes, listas pequenas;
Listas coloridas talvez, lista em branco (porque não?);
E, claro, listas com coisas que não aprecio, desgosto, repúdio.
Uma lista com coisas que detesto;
E no topo dessa lista, entre os primeiros lugares, com toda certeza estará a ingratidão.
É odiosa a ingratidão.
Você faz, faz, faz. Ajuda, ajuda, ajuda. Se dedica, de coração.
Mas ela está lá, plantada na alma dos homens.
É triste a ingratidão.
(...)
domingo, 15 de junho de 2008
Loucura, loucura, loucura
Se todo louco acredita não ser louco
Se todo maluco tem certeza que que não há nada de errado com si
Se todo biruta acha que ninguém o compreende
Se todos eles acreditam que os loucos são os outros
Se todo louco realmente acredita que não é louco
O que o faz ter certeza de que não é louco?
Se todo maluco tem certeza que que não há nada de errado com si
Se todo biruta acha que ninguém o compreende
Se todos eles acreditam que os loucos são os outros
Se todo louco realmente acredita que não é louco
O que o faz ter certeza de que não é louco?
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Crônicas de Nunca
O Rei dos Povos do Crescente Oeste era mais um desses tiranos caricatos, igual a tantos que existem por aí. Oprimia seu povo, fragilizava através de impostos, e reprimia qualquer possibilidade de mobilização. Sua morada era luxuosa, e seu exército forte e numeroso.
Mas ele era diferente em algo: era baixinho.
Fragorosamente baixo. Verticalmente prejudicado. Praticamente um anão.
Tão baixo que, contam algumas línguas, necessitava de um banquinho para poder sentar em seu trono.
Esse era o grande Rei dos Povos do Crescente Oeste. Um fato interessante, governava o país do crescente oeste, sendo que ele mesmo, seu soberano, não crescera tanto assim.
Mas o mundo é assim, cheio de pequenos fatos interessantes e contraditórios (ou não).
Seu soberano sempre fora assim. Sua gestação durou um terço a mais do que as outras, simplesmente porque até o 6° mês ninguêm tinha certeza de que a rainha estava realmente grávida ou não. E quando nasceu, toda a criadagem jurava que era prematuro.
Quando completou 10 anos, apontavam-no tendo 5. Quando calçou sua primeira bota de caça, na realidade era um sapatinho de criança, mas com cano alto. E assim era.
Sua majestade era assim, baixinho. E talvez por isso complexado. Algo assim, atoa. Nada muito grande.
Ele era megalômano.
Mas não um megalômano qualquer.
Ele era o maior megalômano do mundo!
As mesmas línguas de antes, diziam que isso era para compensar a falta de algo. Ou a existencia minuscula, microscópica desse algo.
Vá saber.
O fato é que, estas línguas não escaparam aos grandes ouvidos do Rei.
Nem as suas espadas.
( ...mmh... mhmm... )
Mas ele era diferente em algo: era baixinho.
Fragorosamente baixo. Verticalmente prejudicado. Praticamente um anão.
Tão baixo que, contam algumas línguas, necessitava de um banquinho para poder sentar em seu trono.
Esse era o grande Rei dos Povos do Crescente Oeste. Um fato interessante, governava o país do crescente oeste, sendo que ele mesmo, seu soberano, não crescera tanto assim.
Mas o mundo é assim, cheio de pequenos fatos interessantes e contraditórios (ou não).
Seu soberano sempre fora assim. Sua gestação durou um terço a mais do que as outras, simplesmente porque até o 6° mês ninguêm tinha certeza de que a rainha estava realmente grávida ou não. E quando nasceu, toda a criadagem jurava que era prematuro.
Quando completou 10 anos, apontavam-no tendo 5. Quando calçou sua primeira bota de caça, na realidade era um sapatinho de criança, mas com cano alto. E assim era.
Sua majestade era assim, baixinho. E talvez por isso complexado. Algo assim, atoa. Nada muito grande.
Ele era megalômano.
Mas não um megalômano qualquer.
Ele era o maior megalômano do mundo!
As mesmas línguas de antes, diziam que isso era para compensar a falta de algo. Ou a existencia minuscula, microscópica desse algo.
Vá saber.
O fato é que, estas línguas não escaparam aos grandes ouvidos do Rei.
Nem as suas espadas.
( ...mmh... mhmm... )
terça-feira, 3 de junho de 2008
Daitai itsumo doori ni
Como sempre,
Quando passo por uma esquina,
Me misturo a um mar de pessoas,
E tudo perde o sentido.
Eu me perco completamente,
E não encontro palavra alguma.
Mesmo assim, sua voz
Ainda permanece, ainda permanece.
Tudo sobre você, seu sorriso, sua raiva...
Me estimula a continuar em frente.
Bastando olhar para cima, onde pairam as nuvens...
Aposto que entende o que estou dizendo?
Aposto que entende o que estou dizendo?
Minha vida foi vaga…
meu coração foi àspero
Sobre isto, olhe adiante…
uma pessoa querida está lá.
Se você ficar perdida,
Eu serei seu trajeto, te guiando
Somente se você acreditar.
Certificando-se de suas maneiras
Sem medo
Reunindo a luz e disparando cruzado no céu…
Compreendendo você.
E o trajeto que nós andamos reluzirá mais brilhante
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Seja onde for...
Seu cabelo, sua voz, sua boca,
As pontas dos dedos...
Encontraremos...
Por agora, isto é perfeito...
Por agora, isto é perfeito...
Quando passo por uma esquina,
Me misturo a um mar de pessoas,
E tudo perde o sentido.
Eu me perco completamente,
E não encontro palavra alguma.
Mesmo assim, sua voz
Ainda permanece, ainda permanece.
Tudo sobre você, seu sorriso, sua raiva...
Me estimula a continuar em frente.
Bastando olhar para cima, onde pairam as nuvens...
Aposto que entende o que estou dizendo?
Aposto que entende o que estou dizendo?
Minha vida foi vaga…
meu coração foi àspero
Sobre isto, olhe adiante…
uma pessoa querida está lá.
Se você ficar perdida,
Eu serei seu trajeto, te guiando
Somente se você acreditar.
Certificando-se de suas maneiras
Sem medo
Reunindo a luz e disparando cruzado no céu…
Compreendendo você.
E o trajeto que nós andamos reluzirá mais brilhante
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Seja onde for...
Seu cabelo, sua voz, sua boca,
As pontas dos dedos...
Encontraremos...
Por agora, isto é perfeito...
Por agora, isto é perfeito...
quarta-feira, 28 de maio de 2008
It's Woodstock time!
E como Lennon e McCartney já disseram e eternizaram há mais de 40 anos:
All you need is love.
Porque não há nada que você possa fazer que não possa ser feito
Porque não há nada que você possa cantar que não possa ser cantado
Porque não há ninguém a quem você possa salvar que não possa ser salvo
Porque não há nada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempo
Porque tudo o que você precisa é amor!
-------
E você pode amar e pode ser amado
Você pode aprender a amar e a ser amado
Mas certamente você ama e é amado.
Porque tudo o que você precisa é amor!
All you need is love.
Porque não há nada que você possa fazer que não possa ser feito
Porque não há nada que você possa cantar que não possa ser cantado
Porque não há ninguém a quem você possa salvar que não possa ser salvo
Porque não há nada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempo
Porque tudo o que você precisa é amor!
-------
E você pode amar e pode ser amado
Você pode aprender a amar e a ser amado
Mas certamente você ama e é amado.
Porque tudo o que você precisa é amor!
domingo, 18 de maio de 2008
Para pensar e refletir III
" Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto. "
Edgar Allan Poe
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Ta vendo? eu disse que não era assim...
"Clima astral inclina você a sonhar e antever mundos mais perfeitos, justos e maravilhosos. Nessa batida, pode ser que você se envolva com causas e pessoas também idealistas, o que é ótimo! Cuidado só com o lado concreto da coisa toda; é preciso trazer para o campo do real as iniciativas atuais de justiça."
Fonte: Urânia - Folha On-line
O que pode ser pior para um idealista nato do que entrar em um "clima astral" que o favoreça a idealizar ainda mais as coisas?
Em verdade vos digo: Eu tenho uma tendencia muito grande a ver o melhor das pessoas. Mais. Eu as superestimo.
E inevitávelmente isso se volta contra mim.
E sabe como tudo termina?
Com uma voz me dizendo: "ta vendo? eu que sou um REALISTA nato te digo para nao fazer assim! Mas você me escuta? NÃÃÃÃO! e aí eu pago o pato junto!" e "bla bla bla" "mimimi~~"
Saco.
Em verdade vos digo: Eu tenho uma tendencia muito grande a ver o melhor das pessoas. Mais. Eu as superestimo.
E inevitávelmente isso se volta contra mim.
E sabe como tudo termina?
Com uma voz me dizendo: "ta vendo? eu que sou um REALISTA nato te digo para nao fazer assim! Mas você me escuta? NÃÃÃÃO! e aí eu pago o pato junto!" e "bla bla bla" "mimimi~~"
Saco.
domingo, 11 de maio de 2008
Para pensar e refletir II
"Coragem, coragem se o que você quer é aquilo que pensa e faz!" - Raul Seixas, "Por Quem os Sinos Dobram"
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" - Chico Xavier
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" - Chico Xavier
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Monólogos Rambômicos
- Você se ilude, você se fode.
- A solução é não se iludir.
- Mas realidade é uma ilusão.
- E a realidade é cruel.
- A solução é não se iludir.
- Mas realidade é uma ilusão.
- E a realidade é cruel.
domingo, 13 de abril de 2008
O senhor da guerra
Enquanto a legião se posiciona para a batalha ao pé do monte, frente aos batalhões inimigos, estes, silenciam à espera da batalha.
Temor? Existe, é claro. Mas eles ainda confiam. Confiam que o resultado pode ser diferente. Confiam que podem derrotar o inimigo, apesar da visível diferença numérica.
Mas é isso. Eles podem derrotar o inimigo. Eles podem derrotar todos eles. Mesmo que houvesse 10 inimigos para cada um deles, eles poderiam derrotá-los! Mais, ainda que houvesse 100 por 1, eles iriam derrotá-los! A derrota inimiga era iminente!
Seus próprios comandantes passam de um lado para o outro discursando, gritando palavras de força, de alento, de coragem, de conforto e de glória.
"Nosso senhor está conosco! O nosso senhor da batalha nos guiará ao triunfo!"
Os batalhões rugem. Um rugido grave, quase um trovar. Um trovar que silencia de repente.
Os comandantes então olham em direção ao inimigo, e do inimigo ao monte. No alto de sua corcova, quatro silhuetas, quatro vultos.
Quatro guerreiros que descem o monte.
O rugido que prenunciava a gloria, agora tornou-se um silencio inquietante. Que de silencio transformou-se em murmúrio, e que rapidamente transformou-se em inquietação coletiva.
"São eles!"
"Não, não podem ser eles..."
"Mas são eles!"
"Os protegidos!"
"Os enviados!"
Tudo isso dito com o pavor da morte estampado em seus rostos.
Para eles não havia mais esperança. Aqueles quatro eram protegidos pelo senhor da guerra.
Não havia mais esperança.
Não havia mais saída.
A única opção sensata seria fugir, debandar a todos!
Mas mesmo que quisessem, só o fariam se os quatro permitissem.
Eles estavam ali, e nada aconteceria (nem a batalha, nem a não-batalha) a menos que eles quisessem.
A legião inimiga poderia sentar inteira e descansar. Poderiam até levantar acampamento se quisessem. Eram o que diziam. As lendas falam de batalhões inteiros que haviam sido derrotados pelos quatro. Em poucas horas. E sem que ninguém sobrevivesse.
Não havia jeito.
Tudo estava perdido.
Eles chegaram.
A batalha já vai começar.
A batalha já vai terminar.
Temor? Existe, é claro. Mas eles ainda confiam. Confiam que o resultado pode ser diferente. Confiam que podem derrotar o inimigo, apesar da visível diferença numérica.
Mas é isso. Eles podem derrotar o inimigo. Eles podem derrotar todos eles. Mesmo que houvesse 10 inimigos para cada um deles, eles poderiam derrotá-los! Mais, ainda que houvesse 100 por 1, eles iriam derrotá-los! A derrota inimiga era iminente!
Seus próprios comandantes passam de um lado para o outro discursando, gritando palavras de força, de alento, de coragem, de conforto e de glória.
"Nosso senhor está conosco! O nosso senhor da batalha nos guiará ao triunfo!"
Os batalhões rugem. Um rugido grave, quase um trovar. Um trovar que silencia de repente.
Os comandantes então olham em direção ao inimigo, e do inimigo ao monte. No alto de sua corcova, quatro silhuetas, quatro vultos.
Quatro guerreiros que descem o monte.
O rugido que prenunciava a gloria, agora tornou-se um silencio inquietante. Que de silencio transformou-se em murmúrio, e que rapidamente transformou-se em inquietação coletiva.
"São eles!"
"Não, não podem ser eles..."
"Mas são eles!"
"Os protegidos!"
"Os enviados!"
Tudo isso dito com o pavor da morte estampado em seus rostos.
Para eles não havia mais esperança. Aqueles quatro eram protegidos pelo senhor da guerra.
Não havia mais esperança.
Não havia mais saída.
A única opção sensata seria fugir, debandar a todos!
Mas mesmo que quisessem, só o fariam se os quatro permitissem.
Eles estavam ali, e nada aconteceria (nem a batalha, nem a não-batalha) a menos que eles quisessem.
A legião inimiga poderia sentar inteira e descansar. Poderiam até levantar acampamento se quisessem. Eram o que diziam. As lendas falam de batalhões inteiros que haviam sido derrotados pelos quatro. Em poucas horas. E sem que ninguém sobrevivesse.
Não havia jeito.
Tudo estava perdido.
Eles chegaram.
A batalha já vai começar.
A batalha já vai terminar.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Sofá da sala
Eu escutava o som do carro dele se aproximando de casa. Fazendo o retorno na avenida, a esquina e parando em frente. Não que fosse algo estrondosamente barulhento, não pense isso. Mas escutava. Mais uma dessas coisas completamente inexplicáveis.
Então eu corria, alegre, provavelmente com aquele riso característico das crianças com menos de 5 ou 6 anos. Corria e me escondia. Qualquer lugar que pudesse me ocultar servia, mas era bom inovar, não repetir. Mas, com a inocência inerte das crianças, os "esconderijos" eram os mesmo 2 ou 3 lugares de sempre. O preferido era atrás de um dos sofás da sala.
Coisa de criança.
Mas já fui além, me escondendo dentro de um guarda roupa. Um grande triunfo.
Então ele entrava em casa, e já sabia: devia me procurar.
E ele vinha, e sem muita dificuldade, mas representando muito bem, e me encontrava.
Eu adorava fazer aquilo. Era um ritual praticamente diário para mim e meu pai.
Meu pai voltava do trabalho para almoçar? Não sem antes ter a "difícil" tarefa de me encontrar, me divertir um pouco, e pronto.
Com o tempo, como tudo, isso passou. O motivo, eu não sei ao certo. Talvez o fato de ele ter se aposentado enquanto eu era muito novo ainda, tenha ajudado.
E, porque isso quebrava o "ritual" de todos os dias.
Claro que isso foi substituido por outras coisas. Mas quase nada do que fizemos nos anos seguintes era igual aquilo.
Bons tempos, boas coisas.
Então eu corria, alegre, provavelmente com aquele riso característico das crianças com menos de 5 ou 6 anos. Corria e me escondia. Qualquer lugar que pudesse me ocultar servia, mas era bom inovar, não repetir. Mas, com a inocência inerte das crianças, os "esconderijos" eram os mesmo 2 ou 3 lugares de sempre. O preferido era atrás de um dos sofás da sala.
Coisa de criança.
Mas já fui além, me escondendo dentro de um guarda roupa. Um grande triunfo.
Então ele entrava em casa, e já sabia: devia me procurar.
E ele vinha, e sem muita dificuldade, mas representando muito bem, e me encontrava.
Eu adorava fazer aquilo. Era um ritual praticamente diário para mim e meu pai.
Meu pai voltava do trabalho para almoçar? Não sem antes ter a "difícil" tarefa de me encontrar, me divertir um pouco, e pronto.
Com o tempo, como tudo, isso passou. O motivo, eu não sei ao certo. Talvez o fato de ele ter se aposentado enquanto eu era muito novo ainda, tenha ajudado.
E, porque isso quebrava o "ritual" de todos os dias.
Claro que isso foi substituido por outras coisas. Mas quase nada do que fizemos nos anos seguintes era igual aquilo.
Bons tempos, boas coisas.
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