O rio da vida é largo, profundo, calmo e longo.
O rio da vida é estreito, raso, curto e, por mais contraditório que possa parecer, turbulento.
O rio da vida é tudo isso. Simultaneamente.
Uma curva aqui, e pah. Nos deparamos com uma corredeira. Lutamos, remamos, as vezes tomamos uns caldos, mas nos agarramos ao bote dos nossos sonhos com nossa teimosia, e vencemos a proxima curva para chegar a uma linda planície onde o rio corre sossegadamente, banhado por um pôr-do-sol maravilhoso.
Outras vezes saimos de uma corredeira para entrar em outra. Mas isso só implica que a curva que nos levará a planicie está mais proxima, probabilisticamente falando.
Ah, mas o rio tem muitos caminhos. E não temos o mapa.
É muito facil escolhermos uma curva errada, querendo achar a certa. Ou querendo a errada mesmo. E nesse caso, poderemos nos deparar não com uma corredeira, mas com uma cachoeira. E das grandes. Talvez até mesmo uma catarata inteira.
O bote dos nossos sonhos pode até murchar. E a nossa teimosia falhar.
Ora, podemos até perder o remo da nossa força de vontade.
E nesse caso, nunca chegaremos à planicie mágica de nossos sonhos.
Mas o remo estará amarrado ao meu braço, para que eu não perca minha força de vontade.
O bote de sonhos é meu. E ele nunca murchará.
E somos mais teimosos que a Alemanha inteira.
E eu sei que a planicie mágica estará logo após a próxima curva.
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Ouvindo: Blind Guardian - Another Strange Me
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Atendendo à pedidos de atualização (=p), aqui vai um texto feito por mim há algum tempo. Em 07-10-07, pra ser mais exato.
E o publico agora, porque ele ainda é atual.
E o texto sobre o Natal, sua conceituação e o Dia do Capitalismo fica para a amanhã. Se me der vontade.
Rezem para que chova.