quinta-feira, 5 de junho de 2008

Crônicas de Nunca

O Rei dos Povos do Crescente Oeste era mais um desses tiranos caricatos, igual a tantos que existem por aí. Oprimia seu povo, fragilizava através de impostos, e reprimia qualquer possibilidade de mobilização. Sua morada era luxuosa, e seu exército forte e numeroso.

Mas ele era diferente em algo: era baixinho.

Fragorosamente baixo. Verticalmente prejudicado. Praticamente um anão.

Tão baixo que, contam algumas línguas, necessitava de um banquinho para poder sentar em seu trono.

Esse era o grande Rei dos Povos do Crescente Oeste. Um fato interessante, governava o país do crescente oeste, sendo que ele mesmo, seu soberano, não crescera tanto assim.

Mas o mundo é assim, cheio de pequenos fatos interessantes e contraditórios (ou não).

Seu soberano sempre fora assim. Sua gestação durou um terço a mais do que as outras, simplesmente porque até o 6° mês ninguêm tinha certeza de que a rainha estava realmente grávida ou não. E quando nasceu, toda a criadagem jurava que era prematuro.

Quando completou 10 anos, apontavam-no tendo 5. Quando calçou sua primeira bota de caça, na realidade era um sapatinho de criança, mas com cano alto. E assim era.

Sua majestade era assim, baixinho. E talvez por isso complexado. Algo assim, atoa. Nada muito grande.

Ele era megalômano.

Mas não um megalômano qualquer.

Ele era o maior megalômano do mundo!

As mesmas línguas de antes, diziam que isso era para compensar a falta de algo. Ou a existencia minuscula, microscópica desse algo.

Vá saber.

O fato é que, estas línguas não escaparam aos grandes ouvidos do Rei.

Nem as suas espadas.


( ...mmh... mhmm... )

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