O Rei dos Povos do Crescente Oeste era mais um desses tiranos caricatos, igual a tantos que existem por aí. Oprimia seu povo, fragilizava através de impostos, e reprimia qualquer possibilidade de mobilização. Sua morada era luxuosa, e seu exército forte e numeroso.
Mas ele era diferente em algo: era baixinho.
Fragorosamente baixo. Verticalmente prejudicado. Praticamente um anão.
Tão baixo que, contam algumas línguas, necessitava de um banquinho para poder sentar em seu trono.
Esse era o grande Rei dos Povos do Crescente Oeste. Um fato interessante, governava o país do crescente oeste, sendo que ele mesmo, seu soberano, não crescera tanto assim.
Mas o mundo é assim, cheio de pequenos fatos interessantes e contraditórios (ou não).
Seu soberano sempre fora assim. Sua gestação durou um terço a mais do que as outras, simplesmente porque até o 6° mês ninguêm tinha certeza de que a rainha estava realmente grávida ou não. E quando nasceu, toda a criadagem jurava que era prematuro.
Quando completou 10 anos, apontavam-no tendo 5. Quando calçou sua primeira bota de caça, na realidade era um sapatinho de criança, mas com cano alto. E assim era.
Sua majestade era assim, baixinho. E talvez por isso complexado. Algo assim, atoa. Nada muito grande.
Ele era megalômano.
Mas não um megalômano qualquer.
Ele era o maior megalômano do mundo!
As mesmas línguas de antes, diziam que isso era para compensar a falta de algo. Ou a existencia minuscula, microscópica desse algo.
Vá saber.
O fato é que, estas línguas não escaparam aos grandes ouvidos do Rei.
Nem as suas espadas.
( ...mmh... mhmm... )
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