Me encontro em todas as partes
Perdido em pensamentos
Para os lados que olho
Não vejo ninguém, ninguém.
Mas ouço uma voz
Que ocoa em minha mente
Voz conhecida
De indecifráveis sensações.
De tudo, me pego pensando
A vida, o mundo, a morte, o amor
De onde viemos, será para onde vamos?
E quem estará lá, quem eu encontrarei?
Procuro por algo conhecido
Um rosto, uma voz
Um gesto de carinho
Uma palavra de aconchego
Eu olho para o céu
Negro, profundo, vazio
Procuro pelas estrelas
Busco a esperança.
Deitado, recostado à relva
O cheiro doce da noite
O orvalho nas folhas verdes do prado
A sensação de firmeza sob mim.
Eu olho para céu.
Procuro pelas estrelas
Busco talvez, um rosto conhecido.
Alguém que me faça viajar ao infinito.
Mas embalado pelo sono
Tua lembrança me vem
Carregada de siginificado
Que apenas em sonhos, eu possa compreender.
Perdido em pensamentos...
Escrito em uma noite de insônia - 10/10/08
Ps: Incrível como funciono melhor à noite.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
A diferença nos é estranha. A incompreensão é tudo que te alimentas?

A incompreensão, alimento para as mentes pobres em compreensão.
Se a diferença é marca irrefutável entre nossas almas humanas, por que nos causa tanto desconforto, a diferença?
Se a diferença nos é estranha, o que pode nos ser comum?
A diferença, é parte da beleza do mundo, eu lhes digo. E talvez não concordais comigo, mas é um direito teu, posto que somos diferentes.
Fato, no entanto, é que a mente humana parece não estar preparada para aquilo que lhe for estranho. No minimo, a mente coletiva, a mente da sociedade, não o está. Afinal, não podemos separar o comportamente individual do coletivo em que este individualismo está inserido, visto que este é um reflexo puro e simples de uma consciência maior.
Assim como não é possível analisarmos uma cultura fora de seu tempo e espaço, não nos é possivel pensarmos em determinado comportamento individual, mas que seja repetido pelo coletivo, fora deste contexto.
O referido comportamento, uma espécie de asco que a diferença nos causa, porque, de maneira geral, tudo que nos é diferente, nos causa estranhesa. Se essa estranhesa for tal, que não pudermos compreender, mesmo que por um breve instante, nos causará um pavor quase que bovino.
A compreensão aqui, apresenta-se como chave para a elucidação deste problema.
É fato que a mente coletiva ocidental não foi projetada durante os últimos séculos para saber compreender. Ora, nem mesmo foi nos dito que podemos e devemos compreender!
O que foi nos dito, ah isso sim, é que existe uma verdade maior em que acreditar. Que devemos crer que ela é única, imutável e a única a ser acreditada . Que devemos crer, crer e crer. Crer cegamente. Nunca duvidar, nunca questionar. Nunca, sob hipótese alguma, tentar compreendê-la.
Logo, tudo que for diferente de qualquer "padrão", é estranho. É errado! É ofensivo! Obsceno!
Inaceitável!
Inaceitável, no entanto, é julgarmo-nos seres superiores, dotados de capacidade intelectual, de capacidade cognitiva, se não pudermos nem ao menos compreender o que isso significa. Se não pudermos nem ao menos entender que podemos sim, e devemos pois, compreender.
Inaceitável é pensar que toda diferença se torna inaceitável.
Ínfimos de espirito, é isso que somos. A diferença (ela novamente), começa a brotar a partir do momento em que compreendermos que o mundo não é raso. Que a realidade não é padronizada. Nem tão pouco polarizada. Não existe apenas um ponto de vista, não existe apenas o certo e o errado, o bem e o mal.
Vocês chegam a tal ponto que tornam a incompreensão alimento para suas almas, para suas mentes não pensantes. No entanto, são seres incapacitados de compreender.
A incompreensão é tudo que te alimentas?
No final de tudo, é apenas isso que te sobras? Não compreender a pessoa proxima de ti? Julga-la pelos teus próprios valores, mas valores que não são teus? Valores que te foram atirados garganta abaixo e que você bovinamente aceitou?
A incompreensão é tudo que te alimentas?
...
No final de tudo, deves compreender a si próprio, primeiro.
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Prefiro a diferença à massa de iguais, pseudo-conhecedores da verdade universal.
Nunca serei como vocês, me recuso terminantemente.
E serei feliz, oh, serei sim.
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