quinta-feira, 13 de julho de 2006

Para pensar e refletir

"Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?" (Mário Quintana)

domingo, 9 de julho de 2006

A Taverna - Cap. I

Acordo sobressaltado. No susto, automaticamente minha mão procura pela adaga que sempre carrego em minha cintura, mas ela não estava ali. Minha mente gira, meus pensamentos estão desalinhados. Não consigo lembrar de coisa alguma. Meu ombro queima, e meu corpo dói. Abrir os olhos e ver o que se passa a minha volta seria uma ideia deveras inteligente, mas não surte efeito. Estou por demais atordoado e tudo que vejo a minha volta são sombras, silhuetas imoveis.

Espere, não estão imoveis. Estão se mexendo, se mexendo freneticamente. O mundo começa a girar. Estou desfalecendo. Minha cabeça arde. E as sombras tomam minha mente.

...
Acordo novamente. Quanto tempo terá se passado desde meu ultimo acordar? Isso é uma incognita para mim. Ainda está dificil enxergar, mas dessa vez consigo notar o raio de sol que me despertara. A dor no ombro ainda persiste, assim como a ausencia de minha adaga.
Apenas agora noto que existe uma segunda pessoa sentada ao lado de minha cama. Forço a vista por alguns instantes e então percebo que trata-se e uma jovem donzela. Recosto a cabeça no travesseiro novamente, e aguardo enquanto meus pensamentos se reorganizam.
Devo estar sonhando, um devaneio. Onde estarei? Quem será essa jovem ao meu lado? Aliás, quem mesmo sou eu?

Kaoul, não exagere, você sabe muito bem quem és. És Kaoul, acabas de dizer. Mas isso ainda nao responde as outras duas questões. Procuro novamente por minha adaga, involuntariamente talvez. Realmente ela não está lá. Maldição!

Praticamente já recobrei meus sentidos e então tento levantar-me da cama. A jovem vem ao meu encontro, impedindo-me de realizar meu intento.

- Não se esforce ainda, lord Kaoul.

Uma voz doce, porém decidida. Abro meus olhos novamente, e agora sim, consigo distinguir as coisas. Bom, se havia alguma duvida quanto a jovem, ela acaba aqui: não era uma jovem donzela, e sim uma jovem infante. Uma guerreira, suas vestes não lhe deixavam duvida.

Cabelos negros, não muito compridos, à altura do ombro. Um rosto da mesma forma não muito grande, de traços leves. Lábios bem feitos, um tanto carnudos, e vermelhos. Olhos negros, e muito vivos. Era linda. E sorria para mim. Um sorriso confortante apenas. Vendo-o, páro de resistir e deixo que ela conduza meu corpo novamente ao recostar da cama. Continuo a olhar para ela e a tentar desvendar o que se passa por aqui.

- Quem tu és? - arrisco.
- Chamam-me de Capitã Blaotyn. E por hora, é tudo que devas saber, mylord. - diz isso enquanto pega uma vasilha com agua e se retira do quarto.

Capitã Blaotyn. Denominação que não me é estranha. Já a ouvi em algum lugar. Tento recordar, mas é em vão. Outras perguntas ainda persistem: onde estou? como vim parar aqui?
A ultima coisa que me lembro é...

Ainda não estou certo, mas recordo-me de estar partindo junto com as tropas o Lord Isaul, para enfrentar as tropas do... de quem mesmo? Ainda estou confuso. Talvez seja melhor voltar a dormir. Sim, dormir, é uma otima idéia. Dormir...

sexta-feira, 7 de julho de 2006

E minha continuidade, onde estará?

Aconteceu-me a vontade de reiniciar com textos. Há dias, talvez semanas que preciso escrever algo. Ainda não o tinha feito, sabe-se lá por quais razões. Poderia ser pelo computador infectado, pelo tempo dedicado à faculdade, ou meramente por minha preguiça. Mas eis que não posso mais fugir a isso, e agora estou aqui, em plena madrugada, com o bom Somewhere in Time a tocar, baixo sim, pois é noite e as pessoas normais estão dormindo e não escrevendo um texto qualquer. Um copo d’agua, o teclado, e eu.

Dessa vez, nada de textos subjetivos, nem de textos com fundamentações políticos-sócio-economico-cultural. Nada que se assemelhe à um dissertação colegial. Penso em algo mais sincero. Minha vontade não é de persuadir. Desejo apenas escrever, talvez dissertar, como se estivesse falando com alguém.

Exatamente. Esse é o termo. Escrever livremente, conforme minha idéias forem brotando, como se eu estivesse a conversar com algum amigo. (Ah, os amigos. Há muito que não vejo alguns deles, pelo menos alguns do mais chegados, os de longa data. E quem imaginaria que eu estaria nessa situação depois do termino do 3° ano. %¨$&($*(¨%) )

Ocorreu-me algumas idéias para o tema, idéias essas, confesso, bastante subjetivas. Mas agora, já não estou certo de querer falar sobre elas. Olhando para o titulo que acabo de deixar ali, no topo (oh, topo, palavra infeliz que me surge na falta de outra), penso em tirá-lo, quando encerrar isso por completo, e então, publicá-lo.

Se mudarei? É algo que apenas descobrirás quando eu encerrar isto, então direi.

Sim, agora me perco por completo em meus pensamentos, e já não presto mais atenção nas idéias originais. Ocorreu-me de falar em felicidade, nada de receitas ou conselhos milagrosos, apenas um questionamento, talvez algumas citações clichês do tema. De fato, a idéia de escrever sobre tal coisa me pegou a dias, e com o fato de haver-se mencionado na noite passada em uma reunião com amigos (amigos esses de curta data, mas ainda assim, bons amigos), e hoje, por incrível que pareça, na televisão.

Diante dessas “coincidências”, decidi-me por falar sobre isso, mas como bem vêem, perdi-me em pensamentos, palavras, idéias.

Agora, já não adianta mais entrar em tal assunto. Cada coisa a seu tempo, como diria meu amigo à uma amiga ontem a noite. (nada de perversões, o assunto era outro, e, estranhamente, ligado ao tema acima referido). Ou, como diria meu professora de TdA, sobre a Teoria administrativa Clássica de Fayol, sobre o quesito Ordem, em que, respeitando-se a organização deve-se haver “um lugar para cada coisa, e cada coisa em seu lugar”

Enfim, esse não é mais o espaço ou o tempo para falar sobre felicidade, ou qualquer um dos temas supra mencionados (ou quase).

Fico-me com a vã promessa de escrever sobre isso no próximo artigo. Pena que eu sei: não irei cumprir.

Ps: Aos curiosos, sim, mudei o título =D