domingo, 1 de outubro de 2006
Andarilho
Apenas a letra de uma música muito boa.
Mas advirto-vos: Não é metal. Nem ao menos rock. É, no entanto, uma música de sentimento, de linguagem de um povo. Tras o ritmo, as palavras e os sentimentos de uma nação.
Em suma, uma musica nativista.
Convosco, Luiz Marenco, um taura cantador do pampa:
Link para baixar a música via up-file
Luiz Marenco - Andarilho
Abro a porteira e me aparto do campo verde e estancieiro
Só pra estender meu baixeiro
No capão dos corredores
Sou desses que os cantadores
Batizaram nas guitarras
No peito d'um malacara
Vivo empurrando horizontes
Minha bíblia é um "Martin Fierro"
Sempre esbarro numa china
E a imagem que me domina
É um parador de rodeio
Já tive um rancho senhores
E tardes de primaveras
Onde eu lavava a erva
Sentindo o cheiro das flores
Sou ponto vivo e consciente
Na estância real das estradas
Vivo domando as mágoas
De um passado inconveniente
Nas horas das rondas claras o pensamento é tordilho
Eu recorro cada estrela recostado no lombilho
Meus olhos horizontais
Pintam quadro em campo alheio
Cada porteira é um anseio
Pra um calmo desencilhar
Talvez um dia eu encontre
Um olhar destes morenos
Sem baldas e nem venenos
E aqui me ponha a cantar
Acreditem, vale a pena.
Asta luego.
quinta-feira, 13 de julho de 2006
Para pensar e refletir
domingo, 9 de julho de 2006
A Taverna - Cap. I
Espere, não estão imoveis. Estão se mexendo, se mexendo freneticamente. O mundo começa a girar. Estou desfalecendo. Minha cabeça arde. E as sombras tomam minha mente.
...
Acordo novamente. Quanto tempo terá se passado desde meu ultimo acordar? Isso é uma incognita para mim. Ainda está dificil enxergar, mas dessa vez consigo notar o raio de sol que me despertara. A dor no ombro ainda persiste, assim como a ausencia de minha adaga.
Apenas agora noto que existe uma segunda pessoa sentada ao lado de minha cama. Forço a vista por alguns instantes e então percebo que trata-se e uma jovem donzela. Recosto a cabeça no travesseiro novamente, e aguardo enquanto meus pensamentos se reorganizam.
Devo estar sonhando, um devaneio. Onde estarei? Quem será essa jovem ao meu lado? Aliás, quem mesmo sou eu?
Kaoul, não exagere, você sabe muito bem quem és. És Kaoul, acabas de dizer. Mas isso ainda nao responde as outras duas questões. Procuro novamente por minha adaga, involuntariamente talvez. Realmente ela não está lá. Maldição!
Praticamente já recobrei meus sentidos e então tento levantar-me da cama. A jovem vem ao meu encontro, impedindo-me de realizar meu intento.
- Não se esforce ainda, lord Kaoul.
Uma voz doce, porém decidida. Abro meus olhos novamente, e agora sim, consigo distinguir as coisas. Bom, se havia alguma duvida quanto a jovem, ela acaba aqui: não era uma jovem donzela, e sim uma jovem infante. Uma guerreira, suas vestes não lhe deixavam duvida.
Cabelos negros, não muito compridos, à altura do ombro. Um rosto da mesma forma não muito grande, de traços leves. Lábios bem feitos, um tanto carnudos, e vermelhos. Olhos negros, e muito vivos. Era linda. E sorria para mim. Um sorriso confortante apenas. Vendo-o, páro de resistir e deixo que ela conduza meu corpo novamente ao recostar da cama. Continuo a olhar para ela e a tentar desvendar o que se passa por aqui.
- Quem tu és? - arrisco.
- Chamam-me de Capitã Blaotyn. E por hora, é tudo que devas saber, mylord. - diz isso enquanto pega uma vasilha com agua e se retira do quarto.
Capitã Blaotyn. Denominação que não me é estranha. Já a ouvi em algum lugar. Tento recordar, mas é em vão. Outras perguntas ainda persistem: onde estou? como vim parar aqui?
A ultima coisa que me lembro é...
Ainda não estou certo, mas recordo-me de estar partindo junto com as tropas o Lord Isaul, para enfrentar as tropas do... de quem mesmo? Ainda estou confuso. Talvez seja melhor voltar a dormir. Sim, dormir, é uma otima idéia. Dormir...
sexta-feira, 7 de julho de 2006
E minha continuidade, onde estará?
Aconteceu-me a vontade de reiniciar com textos. Há dias, talvez semanas que preciso escrever algo. Ainda não o tinha feito, sabe-se lá por quais razões. Poderia ser pelo computador infectado, pelo tempo dedicado à faculdade, ou meramente por minha preguiça. Mas eis que não posso mais fugir a isso, e agora estou aqui, em plena madrugada, com o bom Somewhere in Time a tocar, baixo sim, pois é noite e as pessoas normais estão dormindo e não escrevendo um texto qualquer. Um copo d’agua, o teclado, e eu.
Dessa vez, nada de textos subjetivos, nem de textos com fundamentações políticos-sócio-economico-cultural. Nada que se assemelhe à um dissertação colegial. Penso em algo mais sincero. Minha vontade não é de persuadir. Desejo apenas escrever, talvez dissertar, como se estivesse falando com alguém.
Exatamente. Esse é o termo. Escrever livremente, conforme minha idéias forem brotando, como se eu estivesse a conversar com algum amigo. (Ah, os amigos. Há muito que não vejo alguns deles, pelo menos alguns do mais chegados, os de longa data. E quem imaginaria que eu estaria nessa situação depois do termino do 3° ano. %¨$&($*(¨%) )
Ocorreu-me algumas idéias para o tema, idéias essas, confesso, bastante subjetivas. Mas agora, já não estou certo de querer falar sobre elas. Olhando para o titulo que acabo de deixar ali, no topo (oh, topo, palavra infeliz que me surge na falta de outra), penso em tirá-lo, quando encerrar isso por completo, e então, publicá-lo.
Se mudarei? É algo que apenas descobrirás quando eu encerrar isto, então direi.
Sim, agora me perco por completo em meus pensamentos, e já não presto mais atenção nas idéias originais. Ocorreu-me de falar em felicidade, nada de receitas ou conselhos milagrosos, apenas um questionamento, talvez algumas citações clichês do tema. De fato, a idéia de escrever sobre tal coisa me pegou a dias, e com o fato de haver-se mencionado na noite passada em uma reunião com amigos (amigos esses de curta data, mas ainda assim, bons amigos), e hoje, por incrível que pareça, na televisão.
Diante dessas “coincidências”, decidi-me por falar sobre isso, mas como bem vêem, perdi-me em pensamentos, palavras, idéias.
Agora, já não adianta mais entrar em tal assunto. Cada coisa a seu tempo, como diria meu amigo à uma amiga ontem a noite. (nada de perversões, o assunto era outro, e, estranhamente, ligado ao tema acima referido). Ou, como diria meu professora de TdA, sobre a Teoria administrativa Clássica de Fayol, sobre o quesito Ordem, em que, respeitando-se a organização deve-se haver “um lugar para cada coisa, e cada coisa em seu lugar”
Enfim, esse não é mais o espaço ou o tempo para falar sobre felicidade, ou qualquer um dos temas supra mencionados (ou quase).
Fico-me com a vã promessa de escrever sobre isso no próximo artigo. Pena que eu sei: não irei cumprir.
Ps: Aos curiosos, sim, mudei o título =D
sexta-feira, 10 de março de 2006
Ecos
Nada mais existe, e o que existe, não deveria mais existir.
O sopro do vento trazem-me a mente os que não mais podem senti-lo. E então lembro-me o quão felizardos são os que tombaram, bravamente sim ora pois, antes do entardecer. Porque a noite, agora aqui faz de nós os seus súditos, reinando absoluta sobre os que viram o sol se pôr.
A noite é longa e gelada, e o amanhecer parece nunca se aproximar. E nem deveria, pois o tempo do campo ensolarado se foi.
Por esses corredores eu presenciei, era após era, o sibilo, o auge, e a decadencia do Homem.
Agora estou só. Minha mente me acompanha, lembrando-me a cada instante quem me foi retirado em minha jornada. Os presentes que ganhei, os que roubei, e os que...perdi...
Mas a historia nao pode e nem deve ser esquecida. Ano após ano, eu relutei, mas é chegada a hora de os ensinamentos em sangue serem revelados, os ferimentos sejam abertos, para que a brasa da vida ganhe novo fôlego.
O ano?
Há muito mais tempo do que minha memoria poderia guardar
...
Sob o lento andar de sua montaria, jazia o corpo inerte, mas ainda ereto de um cavaleiro. O corpo crivado de flechas, apenas uma inteira a mostrar-se em seu ombro. A chuva, fina e penetrante, escorria-lhe por sua armadura em pedaços, lavando o sangue da batalha. Trovões longinquos estremeciam a terra, quando o solo estremeceu pelo romper de algo mais...
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O inicio de um conto
Ou de uma historia
Ou de uma epopeia
Vejamos
Ao som de?
Nightfall in the Middle Earth, do Blind Guardian, o que mais poderia ser? xD
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
O pior cego é aquele que não quer ver
Já dizia o poeta. Ou o sábio, não sei bem qual, mas creio que isso pouco importa. E vocês são cegos. Do pior tipo. Porque não querem ver. Não enxergam um palmo diante de seus narizes. Não vêem um palmo além do que está ao seu redor. Enxergam menos do que seus olhos podem ver, porque suas mentes não querem que vocês vejam. Vocês estão cegos para a realidade, envolta em seus mundinhos, em sua óptica restrita à valores terrenos, chamados de reais.
Vocês só vêem o que está na sua frente, ao alcance de suas mãos capitalistas americanas, moldadas à base da MTV.
Vocês não vêem o que está por trás das cortinas, além do alcance de nossas mãos terrenas. Nós somos minúsculos, mas vocês são ínfimos.
Vocês não vêem o que realmente importa, o que realmente existe. Vocês não acreditam em sim mesmo, e não acreditando em sim, acham que ninguém mais é capaz, porque vocês não foram capazes!
Mas não foram capazes por quê ? Porquê não quiseram ! Porquê estão cegos para o mundo! Porquê estão cegos para a vida! Porquê vocês preferem ser e agir como as pessoas cegas que estão ao seu redor. Porquê vocês preferem ser como elas queiram que vocês sejam.
É mais fácil, é mais simples!
Vocês são o porduto do meio, são o que querem que sejam, e não o que devem ser. Vocês são padrões numa sociedade sem padrões.*
A vida é mais do que isso ( e este ser minúsculo volta à objetividade). Mas vocês não podem ver. Vocês não querem ver. Vocês não verão, porque estão cegos.
E o pior cego é aquele que não quer ver.
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Não, não escrevi isso em especial pra nenhum de vocês. O "vocês" é modo generico pra ser
referir. ^^
Escrito ao som: Ventilador do quarto ontem de noite
Postado ao som de: Varias musicas aqui, Sonata(Tallulah e The Misery), Slayer(South of Heaven - album) e Maiden(Somewhere in Time - album)
Edit:
Realmente, me chamaram atenção(michel) para varios erros gramaticas cometidos no texto acima. Mas por entender que eles se devem ao fato de eu ter digitado tudo na pressa(já que eu escrevi o texto num bloco de notas que está aqui do lado do computador, e nele os mesmo erros não aparacem). Levando em consideração isso, e mais ao fato de que não seria justo editar o texto e corrigir os erros, eu vou deixa-lo como está.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Sou poser
Ta, eu sei que havia prometido comentar algo sobre o que havia dito no ultimo post, minhas conclusões. Já faz muito tempo, e não vale mais a pena falar sobre isso ou lembrar disso. Não aqui.
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Recomeço
Porque tudo tem tem um recomeço. Menos o Chuck Norris xD~
ueahaueheauheauaeeauh
Bem, esse ano promete. Terminei uma etapa de minha vida, e sigo para outra. Não, eu não espero que o fato de termos mudado de ano vá mudar minha vida, isso é apenas escala de tempo. E de acordo com essa escala, é nesse ano que minha vida toma outros rumos. Faculdade, novas amizades, namoro que já está em andamento(de fato, os dois ultimos meses de 2005 é que determinaram as grandes mudanças ^^), ampliação dos horizontes, novos contatos. Tenho algumas ideias no ramo politico também, vamos ver se esse ano terei condições de envolver-me com isso.
ham
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sim, sou ruim em inglês -.-"
Ouvindo: Angra - Rebirth e Temple of Shadows