domingo, 15 de junho de 2008

Loucura, loucura, loucura

Se todo louco acredita não ser louco
Se todo maluco tem certeza que que não há nada de errado com si
Se todo biruta acha que ninguém o compreende
Se todos eles acreditam que os loucos são os outros

Se todo louco realmente acredita que não é louco

O que o faz ter certeza de que não é louco?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Crônicas de Nunca

O Rei dos Povos do Crescente Oeste era mais um desses tiranos caricatos, igual a tantos que existem por aí. Oprimia seu povo, fragilizava através de impostos, e reprimia qualquer possibilidade de mobilização. Sua morada era luxuosa, e seu exército forte e numeroso.

Mas ele era diferente em algo: era baixinho.

Fragorosamente baixo. Verticalmente prejudicado. Praticamente um anão.

Tão baixo que, contam algumas línguas, necessitava de um banquinho para poder sentar em seu trono.

Esse era o grande Rei dos Povos do Crescente Oeste. Um fato interessante, governava o país do crescente oeste, sendo que ele mesmo, seu soberano, não crescera tanto assim.

Mas o mundo é assim, cheio de pequenos fatos interessantes e contraditórios (ou não).

Seu soberano sempre fora assim. Sua gestação durou um terço a mais do que as outras, simplesmente porque até o 6° mês ninguêm tinha certeza de que a rainha estava realmente grávida ou não. E quando nasceu, toda a criadagem jurava que era prematuro.

Quando completou 10 anos, apontavam-no tendo 5. Quando calçou sua primeira bota de caça, na realidade era um sapatinho de criança, mas com cano alto. E assim era.

Sua majestade era assim, baixinho. E talvez por isso complexado. Algo assim, atoa. Nada muito grande.

Ele era megalômano.

Mas não um megalômano qualquer.

Ele era o maior megalômano do mundo!

As mesmas línguas de antes, diziam que isso era para compensar a falta de algo. Ou a existencia minuscula, microscópica desse algo.

Vá saber.

O fato é que, estas línguas não escaparam aos grandes ouvidos do Rei.

Nem as suas espadas.


( ...mmh... mhmm... )

terça-feira, 3 de junho de 2008

Daitai itsumo doori ni

Como sempre,
Quando passo por uma esquina,
Me misturo a um mar de pessoas,
E tudo perde o sentido.

Eu me perco completamente,
E não encontro palavra alguma.
Mesmo assim, sua voz
Ainda permanece, ainda permanece.

Tudo sobre você, seu sorriso, sua raiva...
Me estimula a continuar em frente.

Bastando olhar para cima, onde pairam as nuvens...
Aposto que entende o que estou dizendo?
Aposto que entende o que estou dizendo?

Minha vida foi vaga…
meu coração foi àspero
Sobre isto, olhe adiante…
uma pessoa querida está lá.

Se você ficar perdida,
Eu serei seu trajeto, te guiando
Somente se você acreditar.

Certificando-se de suas maneiras
Sem medo

Reunindo a luz e disparando cruzado no céu…
Compreendendo você.
E o trajeto que nós andamos reluzirá mais brilhante

Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…

Seja onde for...
Seu cabelo, sua voz, sua boca,
As pontas dos dedos...
Encontraremos...

Por agora, isto é perfeito...
Por agora, isto é perfeito...