Ecos de outrora entoam por esta terra. Ecos de outras eras, resplendorosas em glória, gemem por estas muralhas de pedra. A pedra, o fogo e o aço; O homem, o cavalo e sua arma, não mais reinam aqui. Este é o tempo das sombras do passado, dos espiritos que vagam e das lembranças que nos atormentam.
Nada mais existe, e o que existe, não deveria mais existir.
O sopro do vento trazem-me a mente os que não mais podem senti-lo. E então lembro-me o quão felizardos são os que tombaram, bravamente sim ora pois, antes do entardecer. Porque a noite, agora aqui faz de nós os seus súditos, reinando absoluta sobre os que viram o sol se pôr.
A noite é longa e gelada, e o amanhecer parece nunca se aproximar. E nem deveria, pois o tempo do campo ensolarado se foi.
Por esses corredores eu presenciei, era após era, o sibilo, o auge, e a decadencia do Homem.
Agora estou só. Minha mente me acompanha, lembrando-me a cada instante quem me foi retirado em minha jornada. Os presentes que ganhei, os que roubei, e os que...perdi...
Mas a historia nao pode e nem deve ser esquecida. Ano após ano, eu relutei, mas é chegada a hora de os ensinamentos em sangue serem revelados, os ferimentos sejam abertos, para que a brasa da vida ganhe novo fôlego.
O ano?
Há muito mais tempo do que minha memoria poderia guardar
...
Sob o lento andar de sua montaria, jazia o corpo inerte, mas ainda ereto de um cavaleiro. O corpo crivado de flechas, apenas uma inteira a mostrar-se em seu ombro. A chuva, fina e penetrante, escorria-lhe por sua armadura em pedaços, lavando o sangue da batalha. Trovões longinquos estremeciam a terra, quando o solo estremeceu pelo romper de algo mais...
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O inicio de um conto
Ou de uma historia
Ou de uma epopeia
Vejamos
Ao som de?
Nightfall in the Middle Earth, do Blind Guardian, o que mais poderia ser? xD
sexta-feira, 10 de março de 2006
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