quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Espírito Perdido


Isso resume muito do que eu penso sobre o natal, pelo menos hoje em dia.

Feliz dia do Capitalismo!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O vôo da águia

O sol nascente do leste,
A brisa do oeste,
A neve do norte,
A chuva do sul.

O mar do leste,
A planície do oeste,
As montanhas do norte,
Os campos do sul.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Perdido em pensamentos...

Me encontro em todas as partes
Perdido em pensamentos
Para os lados que olho
Não vejo ninguém, ninguém.

Mas ouço uma voz
Que ocoa em minha mente
Voz conhecida
De indecifráveis sensações.

De tudo, me pego pensando
A vida, o mundo, a morte, o amor
De onde viemos, será para onde vamos?
E quem estará lá, quem eu encontrarei?

Procuro por algo conhecido
Um rosto, uma voz
Um gesto de carinho
Uma palavra de aconchego

Eu olho para o céu
Negro, profundo, vazio
Procuro pelas estrelas
Busco a esperança.

Deitado, recostado à relva
O cheiro doce da noite
O orvalho nas folhas verdes do prado
A sensação de firmeza sob mim.

Eu olho para céu.
Procuro pelas estrelas
Busco talvez, um rosto conhecido.
Alguém que me faça viajar ao infinito.

Mas embalado pelo sono
Tua lembrança me vem
Carregada de siginificado
Que apenas em sonhos, eu possa compreender.

Perdido em pensamentos...



Escrito em uma noite de insônia - 10/10/08


Ps: Incrível como funciono melhor à noite.

domingo, 9 de novembro de 2008

A diferença nos é estranha. A incompreensão é tudo que te alimentas?


A incompreensão, alimento para as mentes pobres em compreensão.

Se a diferença é marca irrefutável entre nossas almas humanas, por que nos causa tanto desconforto, a diferença?
Se a diferença nos é estranha, o que pode nos ser comum?

A diferença, é parte da beleza do mundo, eu lhes digo. E talvez não concordais comigo, mas é um direito teu, posto que somos diferentes.

Fato, no entanto, é que a mente humana parece não estar preparada para aquilo que lhe for estranho. No minimo, a mente coletiva, a mente da sociedade, não o está. Afinal, não podemos separar o comportamente individual do coletivo em que este individualismo está inserido, visto que este é um reflexo puro e simples de uma consciência maior.

Assim como não é possível analisarmos uma cultura fora de seu tempo e espaço, não nos é possivel pensarmos em determinado comportamento individual, mas que seja repetido pelo coletivo, fora deste contexto.

O referido comportamento, uma espécie de asco que a diferença nos causa, porque, de maneira geral, tudo que nos é diferente, nos causa estranhesa. Se essa estranhesa for tal, que não pudermos compreender, mesmo que por um breve instante, nos causará um pavor quase que bovino.

A compreensão aqui, apresenta-se como chave para a elucidação deste problema.
É fato que a mente coletiva ocidental não foi projetada durante os últimos séculos para saber compreender. Ora, nem mesmo foi nos dito que podemos e devemos compreender!
O que foi nos dito, ah isso sim, é que existe uma verdade maior em que acreditar. Que devemos crer que ela é única, imutável e a única a ser acreditada . Que devemos crer, crer e crer. Crer cegamente. Nunca duvidar, nunca questionar. Nunca, sob hipótese alguma, tentar compreendê-la.

Logo, tudo que for diferente de qualquer "padrão", é estranho. É errado! É ofensivo! Obsceno!

Inaceitável!

Inaceitável, no entanto, é julgarmo-nos seres superiores, dotados de capacidade intelectual, de capacidade cognitiva, se não pudermos nem ao menos compreender o que isso significa. Se não pudermos nem ao menos entender que podemos sim, e devemos pois, compreender.

Inaceitável é pensar que toda diferença se torna inaceitável.

Ínfimos de espirito, é isso que somos. A diferença (ela novamente), começa a brotar a partir do momento em que compreendermos que o mundo não é raso. Que a realidade não é padronizada. Nem tão pouco polarizada. Não existe apenas um ponto de vista, não existe apenas o certo e o errado, o bem e o mal.

Vocês chegam a tal ponto que tornam a incompreensão alimento para suas almas, para suas mentes não pensantes. No entanto, são seres incapacitados de compreender.

A incompreensão é tudo que te alimentas?
No final de tudo, é apenas isso que te sobras? Não compreender a pessoa proxima de ti? Julga-la pelos teus próprios valores, mas valores que não são teus? Valores que te foram atirados garganta abaixo e que você bovinamente aceitou?

A incompreensão é tudo que te alimentas?



...

No final de tudo, deves compreender a si próprio, primeiro.


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Prefiro a diferença à massa de iguais, pseudo-conhecedores da verdade universal.

Nunca serei como vocês, me recuso terminantemente.

E serei feliz, oh, serei sim.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Máscaras




A realidade seria muito melhor se fosse despida de máscaras.

Posto isso, faz-se necessário uma reflexão: quando te olhas no espelho, o que vês? Vês a ti mesmo? Vês aquele que és, de fato? Vês o reflexo de teus sentimentos, das tuas crenças, dos teus sonhos? Enxergas a tua alma? Ou o que vês é meramente assim como uma máscara?

Se fores assim, és uma exceção, uma grata excessão. Exceção porque o mundo é mascarado. A realidade em que estamos, está oculta por uma grande máscara. Máscara essa que nos atinge, nos cobre, nos afeta.

Assim como o ator grego que vestia a persona* para interpretar, és um grande personagem, se tu não fores tu mesmo para o mundo. A máscara permitia que o ator deixasse de ser ele mesmo, passando a ser outro, o personagem, para convencer a platéia, os críticos, de que aquele que lá estava, de que aquele que falava e gesticulava, não era ele mesmo, mas sim outro. Com outros pensamentos, com outras ideias, com outros sonhos, todos esses minimamente transmitidos ao mundo exterior por sua máscara. Em suma, um grande engodo.

Com atuações mais ou menos brilhantes, todos, eu repito, todos, eu brado, TODOS, usamos máscaras para nos diluirmos na realidade. A diferença entre nós, está no fato de continuar escondido atrás de uma máscara, aceitando as imposições que lhe forem feitas, aceitando a padronização de rostos, ou descartá-la, quebrar sua máscara e se livrar de sua influência.

Vocês buscam ser padrões em uma realidade sem padrões. Buscam uma máscara padronizada de aceitação, um rosto sem rosto, uma massa de iguais. Mas suas almas não são iguais. E vocês sabem disso. Ao menos, até em algum momento de vossas vidas, sabeis disso. Mas a mentira quando repetida por muitas vezes, não ganha ares de verdade? O mentiroso corre o risco de acreditar em sua própria lorota?

Por certo que pode. E é isso que acontece, a todo instante. Se insistirem com suas máscaras (porque nunca existe uma única), a um dado momento, esquecerão que atrás da máscara existe um rosto. Esquecerão de como é este rosto e o que ele representa.

Não somos iguais. Não podemos procurar pela igualdade, quando o sentido de tudo não se encontra nisto.
Não podes procurar pela aceitação dos outros, e muito menos aceitar a eles, sem primeiro, te aceitares a ti próprio.
Não poderás entender a alma alheia, se não compreenderes a tua própria.

E não conseguirás fazer nada disso, se estiveres escondido atrás de uma máscara, porque não conseguirá fitar a realidade além do alcance destes olhos que não são teus.

Por isso, te olhes no espelho. O que vês?




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Desejo o dia em que todos quebremos nossas máscaras. Desejo que hoje minhas máscaras continuem quebradas.
Desejo a verdade. Desejo ser verdadeiro.

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Listas

(...)

Um dia eu ainda irei fazer uma lista.
Não uma, mas várias listas.
Talvez até um lista com as listas que fiz,
Listas com coisas que gosto;
Com coisas que aprecio;
Com coisas que admiro;
Com coisas que não vivo sem;

Listas com meu código de ética/vida;

Listas com coisas que vivi e nunca esqueci;
Listas com coisas que marcaram a minha existência;

Listas grandes, listas pequenas;
Listas coloridas talvez, lista em branco (porque não?);

E, claro, listas com coisas que não aprecio, desgosto, repúdio.
Uma lista com coisas que detesto;

E no topo dessa lista, entre os primeiros lugares, com toda certeza estará a ingratidão.

É odiosa a ingratidão.

Você faz, faz, faz. Ajuda, ajuda, ajuda. Se dedica, de coração.

Mas ela está lá, plantada na alma dos homens.

É triste a ingratidão.

(...)

domingo, 15 de junho de 2008

Loucura, loucura, loucura

Se todo louco acredita não ser louco
Se todo maluco tem certeza que que não há nada de errado com si
Se todo biruta acha que ninguém o compreende
Se todos eles acreditam que os loucos são os outros

Se todo louco realmente acredita que não é louco

O que o faz ter certeza de que não é louco?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Crônicas de Nunca

O Rei dos Povos do Crescente Oeste era mais um desses tiranos caricatos, igual a tantos que existem por aí. Oprimia seu povo, fragilizava através de impostos, e reprimia qualquer possibilidade de mobilização. Sua morada era luxuosa, e seu exército forte e numeroso.

Mas ele era diferente em algo: era baixinho.

Fragorosamente baixo. Verticalmente prejudicado. Praticamente um anão.

Tão baixo que, contam algumas línguas, necessitava de um banquinho para poder sentar em seu trono.

Esse era o grande Rei dos Povos do Crescente Oeste. Um fato interessante, governava o país do crescente oeste, sendo que ele mesmo, seu soberano, não crescera tanto assim.

Mas o mundo é assim, cheio de pequenos fatos interessantes e contraditórios (ou não).

Seu soberano sempre fora assim. Sua gestação durou um terço a mais do que as outras, simplesmente porque até o 6° mês ninguêm tinha certeza de que a rainha estava realmente grávida ou não. E quando nasceu, toda a criadagem jurava que era prematuro.

Quando completou 10 anos, apontavam-no tendo 5. Quando calçou sua primeira bota de caça, na realidade era um sapatinho de criança, mas com cano alto. E assim era.

Sua majestade era assim, baixinho. E talvez por isso complexado. Algo assim, atoa. Nada muito grande.

Ele era megalômano.

Mas não um megalômano qualquer.

Ele era o maior megalômano do mundo!

As mesmas línguas de antes, diziam que isso era para compensar a falta de algo. Ou a existencia minuscula, microscópica desse algo.

Vá saber.

O fato é que, estas línguas não escaparam aos grandes ouvidos do Rei.

Nem as suas espadas.


( ...mmh... mhmm... )

terça-feira, 3 de junho de 2008

Daitai itsumo doori ni

Como sempre,
Quando passo por uma esquina,
Me misturo a um mar de pessoas,
E tudo perde o sentido.

Eu me perco completamente,
E não encontro palavra alguma.
Mesmo assim, sua voz
Ainda permanece, ainda permanece.

Tudo sobre você, seu sorriso, sua raiva...
Me estimula a continuar em frente.

Bastando olhar para cima, onde pairam as nuvens...
Aposto que entende o que estou dizendo?
Aposto que entende o que estou dizendo?

Minha vida foi vaga…
meu coração foi àspero
Sobre isto, olhe adiante…
uma pessoa querida está lá.

Se você ficar perdida,
Eu serei seu trajeto, te guiando
Somente se você acreditar.

Certificando-se de suas maneiras
Sem medo

Reunindo a luz e disparando cruzado no céu…
Compreendendo você.
E o trajeto que nós andamos reluzirá mais brilhante

Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…
Onde quer que vá…

Seja onde for...
Seu cabelo, sua voz, sua boca,
As pontas dos dedos...
Encontraremos...

Por agora, isto é perfeito...
Por agora, isto é perfeito...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

It's Woodstock time!

E como Lennon e McCartney já disseram e eternizaram há mais de 40 anos:

All you need is love.

Porque não há nada que você possa fazer que não possa ser feito
Porque não há nada que você possa cantar que não possa ser cantado

Porque não há ninguém a quem você possa salvar que não possa ser salvo
Porque não há nada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempo

Porque tudo o que você precisa é amor!


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E você pode amar e pode ser amado

Você pode aprender a amar e a ser amado

Mas certamente você ama e é amado.

Porque tudo o que você precisa é amor!

domingo, 18 de maio de 2008

Para pensar e refletir III



" Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto. "

Edgar Allan Poe

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ta vendo? eu disse que não era assim...

"Clima astral inclina você a sonhar e antever mundos mais perfeitos, justos e maravilhosos. Nessa batida, pode ser que você se envolva com causas e pessoas também idealistas, o que é ótimo! Cuidado só com o lado concreto da coisa toda; é preciso trazer para o campo do real as iniciativas atuais de justiça."

Fonte: Urânia - Folha On-line

O que pode ser pior para um idealista nato do que entrar em um "clima astral" que o favoreça a idealizar ainda mais as coisas?

Em verdade vos digo: Eu tenho uma tendencia muito grande a ver o melhor das pessoas. Mais. Eu as superestimo.

E inevitávelmente isso se volta contra mim.

E sabe como tudo termina?

Com uma voz me dizendo: "ta vendo? eu que sou um REALISTA nato te digo para nao fazer assim! Mas você me escuta? NÃÃÃÃO! e aí eu pago o pato junto!" e "bla bla bla" "mimimi~~"

Saco.

domingo, 11 de maio de 2008

Para pensar e refletir II

"Coragem, coragem se o que você quer é aquilo que pensa e faz!" - Raul Seixas, "Por Quem os Sinos Dobram"

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" - Chico Xavier

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Monólogos Rambômicos

- Você se ilude, você se fode.

- A solução é não se iludir.

- Mas realidade é uma ilusão.

- E a realidade é cruel.

domingo, 13 de abril de 2008

O senhor da guerra

Enquanto a legião se posiciona para a batalha ao pé do monte, frente aos batalhões inimigos, estes, silenciam à espera da batalha.

Temor? Existe, é claro. Mas eles ainda confiam. Confiam que o resultado pode ser diferente. Confiam que podem derrotar o inimigo, apesar da visível diferença numérica.

Mas é isso. Eles podem derrotar o inimigo. Eles podem derrotar todos eles. Mesmo que houvesse 10 inimigos para cada um deles, eles poderiam derrotá-los! Mais, ainda que houvesse 100 por 1, eles iriam derrotá-los! A derrota inimiga era iminente!

Seus próprios comandantes passam de um lado para o outro discursando, gritando palavras de força, de alento, de coragem, de conforto e de glória.

"Nosso senhor está conosco! O nosso senhor da batalha nos guiará ao triunfo!"

Os batalhões rugem. Um rugido grave, quase um trovar. Um trovar que silencia de repente.

Os comandantes então olham em direção ao inimigo, e do inimigo ao monte. No alto de sua corcova, quatro silhuetas, quatro vultos.

Quatro guerreiros que descem o monte.

O rugido que prenunciava a gloria, agora tornou-se um silencio inquietante. Que de silencio transformou-se em murmúrio, e que rapidamente transformou-se em inquietação coletiva.

"São eles!"
"Não, não podem ser eles..."
"Mas são eles!"
"Os protegidos!"
"Os enviados!"

Tudo isso dito com o pavor da morte estampado em seus rostos.

Para eles não havia mais esperança. Aqueles quatro eram protegidos pelo senhor da guerra.
Não havia mais esperança.
Não havia mais saída.

A única opção sensata seria fugir, debandar a todos!
Mas mesmo que quisessem, só o fariam se os quatro permitissem.
Eles estavam ali, e nada aconteceria (nem a batalha, nem a não-batalha) a menos que eles quisessem.

A legião inimiga poderia sentar inteira e descansar. Poderiam até levantar acampamento se quisessem. Eram o que diziam. As lendas falam de batalhões inteiros que haviam sido derrotados pelos quatro. Em poucas horas. E sem que ninguém sobrevivesse.

Não havia jeito.
Tudo estava perdido.
Eles chegaram.

A batalha já vai começar.
A batalha já vai terminar.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Sofá da sala


Imagem: http://www.altamira.co.pt


Eu escutava o som do carro dele se aproximando de casa. Fazendo o retorno na avenida, a esquina e parando em frente. Não que fosse algo estrondosamente barulhento, não pense isso. Mas escutava. Mais uma dessas coisas completamente inexplicáveis.

Então eu corria, alegre, provavelmente com aquele riso característico das crianças com menos de 5 ou 6 anos. Corria e me escondia. Qualquer lugar que pudesse me ocultar servia, mas era bom inovar, não repetir. Mas, com a inocência inerte das crianças, os "esconderijos" eram os mesmo 2 ou 3 lugares de sempre. O preferido era atrás de um dos sofás da sala.

Coisa de criança.

Mas já fui além, me escondendo dentro de um guarda roupa. Um grande triunfo.

Então ele entrava em casa, e já sabia: devia me procurar.

E ele vinha, e sem muita dificuldade, mas representando muito bem, e me encontrava.

Eu adorava fazer aquilo. Era um ritual praticamente diário para mim e meu pai.

Meu pai voltava do trabalho para almoçar? Não sem antes ter a "difícil" tarefa de me encontrar, me divertir um pouco, e pronto.

Com o tempo, como tudo, isso passou. O motivo, eu não sei ao certo. Talvez o fato de ele ter se aposentado enquanto eu era muito novo ainda, tenha ajudado.

E, porque isso quebrava o "ritual" de todos os dias.

Claro que isso foi substituido por outras coisas. Mas quase nada do que fizemos nos anos seguintes era igual aquilo.

Bons tempos, boas coisas.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Rubras lembranças


Já que hoje é dia 4 de abril, um dia histórico para todos os gaúchos e festivo para pelo menos a metade de nós, é justo que comece a falar sobre esse tema.

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Não tenho lembraça exata de quando, em qual momento de minha vida me tornei colorado. Torço por esse time desde minhas mais antigas lembranças. Óbviamente que muitas delas são como manchas, pequenos vultos, recortes. São muito antigas.

Tenho lembrança de um momento, em um dia qualquer, do ano que eu acredito ser 1995. A lembrança nao me permite saber nem mesmo a época do ano. Minto. Eu lembro do sol, era final de tarde. Devia ser verão. A lembrança nao é propriamente de meu time, mas, ironicamente, do rival. Eu lembro de estar no quintal de minha casa,na calçada que a circunda, bem sobre uma de suas "esquinas", de frente para a rua (e, por mera coincidencia, de fronte para a esquina desta rua). De repente a vizinhança é tomada por um rumor que cresce e rompe em uma comemoração, talvez com algum foguetório. Não lembro de muitas pessoas passarem comemorando, apenas de um ex-vizinho meu, que era mais novo, passar trajando a camiseta e comemorando bastante. Não sei se é essa a razão, mas eu nunca me afeiçoei a ele.

Lembro-me de me perguntar pq eram eles e não nós que comemoravamos. Bem, eu nao entendia muito mais do que isso naquela época. E é exatamente por nao entender muito mais do que isso, que eu acredito que o ano não era o ano de 1995. Talvez 1994. Ou 1993, de onde surgem minhas memorias mais antigas, e que nada têem a ver com futebol. Mas, se assim for, as datas e os motivos de comemoração do rival nao batem, e logo, minha lembrança estaria errada.

Minha memória me trai.

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Outra lembrança muito viva em minha memória data de 1997, mas agora sim com toda certeza. Era o mês de maio, eu acredito. Era final do Campeonato Gaúcho, e como nao podia deixar de ser, um clássico Gre-nal. Eu não lembro de ter assistido ao jogo, acredito que fui impedido de fazê-lo. Mas lembro muito bem da manhã seguinte no colégio: a flauta. a corneta. Eu "cornetiei" os rivais. E muito. Lembro inclusive de uma amiga minha muito especial, que entrou na sala de aula enrrolada na bandeira rubra. Os rivais estremesseram. Queriam sumir dali, queriam que o tempo passasse, queriam esquecer aquele dia.

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Lembro-me também de momentos que eu nao sei ao certo quando foram, mas que não foram momentos muito gratos. A década de 90, salvo um ou outro momento, não nos foi boa. Em alguma fase nao muito consciente de minha vida, muito inferior aos 10 anos, me questionei sobre minha paixão clubística. O momento não era bom, e mesmo nos momentos bons, os rivais tinham um único argumento que destroçava toda a nossa imensa lista de argumentos. Certamente eu me questionei. Mas não havia jeito. O estrago estava feito. Estava em meu sangue, em minha pele, era mais forte do que eu. Eu era assim, e não havia forma alguma de mudar.

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Recordo-me também de algumas poucas historias que me foram contadas, sobre grandes ídolos: Falcão, Carpegiani, Manga, Don Elias Figueroa, Taffarel... Eram tantos...

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Tenho lembrança de uma breve discussão a cerca de nossos estádios

Eu: Sabia que nosso estádio é o maior estádio privado do Brasil, e o maior do sul do país? *sorriso de vitória*

rival: *silencio*... É o maior, mas não é o mais bonito¹! *sorriso de vitória*

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E assim vai. Coisas que são inexplicáveis. Coisas que só podemos sentir. E que nossas memorias não explicam. Apenas aguçam nosso sentimento.


¹ Hoje, com toda a certeza do mundo, isso não é uma verdade *sorriso de vitória*

The Week


Isso dá nome de album de rock progressivo, hein

Enfim, novidades nos proximos dias.

Algumas já nas próximas horas.

Aguardem.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Conselhos, conselhos

A raiva não é uma boa conselheira.

O problema fundamental é que ela é uma grande amiga minha, embora eu já tenha lhe dito para se afastar.

Mas ela sempre volta.

domingo, 2 de março de 2008

Viva o entretenimento selvagem

O incrível Rey Mysterio!




Porquê eu também gostaria de saber fazer o 619!

sábado, 1 de março de 2008

Será que o Lula já passou por isso também?

Sabe qual é a parte legal de se escrever por meio de metáforas?
A impessoalidade que isso passa. Todo mundo sabe que isso se refere a você, mas passa a impressão de que não é. Além da indetificação que isso dá ao leitor.

Traduzir idéias e sentimentos por meio de metáforas, alegorias e crônicas é um exercicio deveras interessante e desafiante, sem dúvida.

Mas nem sempre nos satisfaz.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Dialógos solitários

A caminhada era dura, dolorosa para si, e principalmente para seu cavalo. Cavalgar sobre aquele terreno, definitivamente não era fácil. Como se as inumeras pedras, somadas ao terreno liso e inclinado, não fossem o bastante, ainda havia aquela pequena camada de gelo, pequena o suficiente para retardá-lo ainda mais e fazer com que seu fiel amigo sofresse ainda mais.

Em seu rosto soprava um vento frio e úmido, anunciando a nevasca que a noite traria. Como se o frio que ele suportara até agora não fosse o suficiente! Mas não havia outra escolha, ele teria que transpor a serra, se quisesse ter alguma chance de alcançá-la a tempo.

Tentar outro caminho? Não havia esperaça. Haviam apenas 3 caminhos viáveis a serem percorridos para alcançar o seu destino: o primeiro deles passava por terras ocupadas pelo inimigo, que, segundo os viajantes, haviam montado inumeras barreiras ao longo da estrada, em pontos estratégicos. Não era prudente arriscar. Ainda faltava muito para alcançar o seu intuito, e esse encontro com o inimigo se faria mais necessário o quão mais próximo dela ele pudesse estar. De preferencia, o suficiente para sentir o seu perfume. (ah, o seu perfume!) Já o segundo caminho, estava bloqueado a certa altura, soterrado por um deslizamento de terra e rochas (que como se não fosse o bastante, havia trazido consigo 4 ou 5 toneladas de neve da encosta da serra proxima). Além deles, havia ainda uma passagem nordeste, que cortava a serra, e contornando-a em meio ao vale.

Embora essa fosse uma região desocupada, onde aqueles ("malditos", pensava ele) lacaios não
se arriscariam a estar, era prudente evitar o vale, deixando a passagem e rumando a noroeste, de forma a subir a serra definitivamente, e tentar alcançar a passagem do outro lado, após o vale. Esse caminho era mais longo (umas 5 ou 6 horas a mais, calculava ele) e lhe traria outro problema: Não havia um caminho ou passagem a seguir. Seria necessario caminhar as cegas, se guiando pelo que via, ouvia, e sentia.

Passar pelo vale seria seguro apenas a noite. Mas com a nevasca que se anunciava, ele não teria chance. Subindo a serra, também seria terrivel, mas pelo vale...Definitivamente não.

"Meu pobre e fiel amigo" Pensava, enquanto acariciava o pêlo do pescoço de seu cavalo. "Mesmo agora, sob todas essas condições, você continua..."

- Vamos meu amigo. Em duas ou três horas, logo que anoitecer, vamos parar para descansar um pouco.

- Ou muito - disse aquela voz cortante.

- Você outra vez?

- Outra vez? Eu nunca lhe abandonei, eu sempre estive ao seu lado nessa empreitada. Ao seu lado, e ao do seu amigo aí.

- Ao meu lado? Niguem está ao meu lado, muito menos você, desgraçado.

- Ninguém está ao seu lado? Pobre garoto. Pobre homem. Ninguém está, é verdade?

- Ninguém.

- E seu cavalo?

- ...Certo. Apenas ele.

- Apenas ele?

- Apenas ele.

- Pobre homem. Pobre garoto. Pobre cavalo.

- O que diabos você quer?

- Ora ora ora, quanta hostilidade, meu jovem! Seja paciente!

- Paciencia requer tempo, e tempo é algo do qual eu não disponho agora! SE É QUE VOCÊ NÃO NOTOU!

- Certo, certo, certo... Você tem razão. Você não tem tempo. Você também não tem ninguém, não é verdade?

- Com exceção do cavalo.

- Com exceção do cavalo.

E a noite se aproxima fria e lentamente.

domingo, 13 de janeiro de 2008

As Rosas do Caminho


Sinopse:

O ano é de 1127. Um cavaleiro que após muitas guerras e andanças resolvera sentar estabilidade após conhecer sua bela e jovem amada, é chamado novamente à batalha. Tendo que marchar incontáveis léguas para além das colinas, deixando para trás o amor de sua vida e a promessa de regressar são e salvo para então finalmente casarem-se, ele parte. Ele sente seu coração rasgar-se, mas este é o seu dever. No entanto, já muito distante, notícias desesperadoras chegam até ele, obrigando-o a abandonar sua tropa e re-fazer o caminho de volta até sua amada para salvar sua própria vida. No caminho de volta, ele irá encontrar eventos e pessoas surpreendentes, e ouvir de perto o que a solidão, o desespero, a esperança e o amor tem a lhe dizer.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

1ª Lei do Amor

1ª Lei do Amor:

Se você ama alguém, ela consequentemente estará de alguma forma inacessível para você.



Fato comprovado.