sábado, 28 de fevereiro de 2009

Humanidade (Special Edition): Bio

Bio e a estrada.

Estavam em um momento de sinergia.

Bio e sua moto.

Eram um só.

Bio e o sol batendo em seu rosto.

O tornava vivo.

Bio e o seu cabelo ao vento.

Ele estava livre.

Naquele dia, Bio não seria encontrado. Naquele despertar, sua família não o encontraria em sua cama. Naquela manhã, seu chefe não encontraria Bio na sua mesa em seu trabalho. Naquela noite seus colegas não o encontrariam na sala do curso. Naquele sábado, seus amigos não encontrariam Bio para tomar aquela cerveja depois do futebol.

Bio e sua liberdade.

Daquele dia em diante Bio não seria mais encontrado.

Bio corria livre.

Porque Bio havia se libertado. Porque Bio havia há muito se cansado de tudo. Porque Bio havia se cansado de todas aquelas pessoas mediocres e de seus rituais mediocres e de suas idéias mediocres e de seus valores mediocres e de seus ideais de vida mediocres.

Bio rompera as correntes.

E ele demorara para fazer isso. Bio demorara mais do que seu espirito poderia suportar, mas suportou porque sempre fora um espirito livre. Mas seu corpo estava preso, imobilizado, estacado ao chão, a um peso tão grande quanto sua vontade de correr livre. Seu espírito era livre. Seu corpo também precisava ser.

Bio e seu amor.

Bio compreendia isso. Sim, Bio compreendia muito mais do que qualquer uma das pessoas podia compreender. E era bobagem tentar explicar.

Bio sem fronteiras.

E naquela manhã ele decidira se libertar. Naquela manhã ele decidira deixar para trás tudo quanto não lhe fizesse bem. Naquela manhã ele abriu mão de uma boa vida, para libertar sua vida. Naquela manhã ele saiu de seu mundo, para ganhar o mundo.

Naquela manhã ele saira sem rumo, sem direção, para encontrar a si mesmo. Naquela manhã, Bio estava livre.

Bio e seu cabelo ao vento.

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