E como Lennon e McCartney já disseram e eternizaram há mais de 40 anos:
All you need is love.
Porque não há nada que você possa fazer que não possa ser feito
Porque não há nada que você possa cantar que não possa ser cantado
Porque não há ninguém a quem você possa salvar que não possa ser salvo
Porque não há nada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempo
Porque tudo o que você precisa é amor!
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E você pode amar e pode ser amado
Você pode aprender a amar e a ser amado
Mas certamente você ama e é amado.
Porque tudo o que você precisa é amor!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Para pensar e refletir III
" Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto. "
Edgar Allan Poe
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Ta vendo? eu disse que não era assim...
"Clima astral inclina você a sonhar e antever mundos mais perfeitos, justos e maravilhosos. Nessa batida, pode ser que você se envolva com causas e pessoas também idealistas, o que é ótimo! Cuidado só com o lado concreto da coisa toda; é preciso trazer para o campo do real as iniciativas atuais de justiça."
Fonte: Urânia - Folha On-line
O que pode ser pior para um idealista nato do que entrar em um "clima astral" que o favoreça a idealizar ainda mais as coisas?
Em verdade vos digo: Eu tenho uma tendencia muito grande a ver o melhor das pessoas. Mais. Eu as superestimo.
E inevitávelmente isso se volta contra mim.
E sabe como tudo termina?
Com uma voz me dizendo: "ta vendo? eu que sou um REALISTA nato te digo para nao fazer assim! Mas você me escuta? NÃÃÃÃO! e aí eu pago o pato junto!" e "bla bla bla" "mimimi~~"
Saco.
Em verdade vos digo: Eu tenho uma tendencia muito grande a ver o melhor das pessoas. Mais. Eu as superestimo.
E inevitávelmente isso se volta contra mim.
E sabe como tudo termina?
Com uma voz me dizendo: "ta vendo? eu que sou um REALISTA nato te digo para nao fazer assim! Mas você me escuta? NÃÃÃÃO! e aí eu pago o pato junto!" e "bla bla bla" "mimimi~~"
Saco.
domingo, 11 de maio de 2008
Para pensar e refletir II
"Coragem, coragem se o que você quer é aquilo que pensa e faz!" - Raul Seixas, "Por Quem os Sinos Dobram"
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" - Chico Xavier
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" - Chico Xavier
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Monólogos Rambômicos
- Você se ilude, você se fode.
- A solução é não se iludir.
- Mas realidade é uma ilusão.
- E a realidade é cruel.
- A solução é não se iludir.
- Mas realidade é uma ilusão.
- E a realidade é cruel.
domingo, 13 de abril de 2008
O senhor da guerra
Enquanto a legião se posiciona para a batalha ao pé do monte, frente aos batalhões inimigos, estes, silenciam à espera da batalha.
Temor? Existe, é claro. Mas eles ainda confiam. Confiam que o resultado pode ser diferente. Confiam que podem derrotar o inimigo, apesar da visível diferença numérica.
Mas é isso. Eles podem derrotar o inimigo. Eles podem derrotar todos eles. Mesmo que houvesse 10 inimigos para cada um deles, eles poderiam derrotá-los! Mais, ainda que houvesse 100 por 1, eles iriam derrotá-los! A derrota inimiga era iminente!
Seus próprios comandantes passam de um lado para o outro discursando, gritando palavras de força, de alento, de coragem, de conforto e de glória.
"Nosso senhor está conosco! O nosso senhor da batalha nos guiará ao triunfo!"
Os batalhões rugem. Um rugido grave, quase um trovar. Um trovar que silencia de repente.
Os comandantes então olham em direção ao inimigo, e do inimigo ao monte. No alto de sua corcova, quatro silhuetas, quatro vultos.
Quatro guerreiros que descem o monte.
O rugido que prenunciava a gloria, agora tornou-se um silencio inquietante. Que de silencio transformou-se em murmúrio, e que rapidamente transformou-se em inquietação coletiva.
"São eles!"
"Não, não podem ser eles..."
"Mas são eles!"
"Os protegidos!"
"Os enviados!"
Tudo isso dito com o pavor da morte estampado em seus rostos.
Para eles não havia mais esperança. Aqueles quatro eram protegidos pelo senhor da guerra.
Não havia mais esperança.
Não havia mais saída.
A única opção sensata seria fugir, debandar a todos!
Mas mesmo que quisessem, só o fariam se os quatro permitissem.
Eles estavam ali, e nada aconteceria (nem a batalha, nem a não-batalha) a menos que eles quisessem.
A legião inimiga poderia sentar inteira e descansar. Poderiam até levantar acampamento se quisessem. Eram o que diziam. As lendas falam de batalhões inteiros que haviam sido derrotados pelos quatro. Em poucas horas. E sem que ninguém sobrevivesse.
Não havia jeito.
Tudo estava perdido.
Eles chegaram.
A batalha já vai começar.
A batalha já vai terminar.
Temor? Existe, é claro. Mas eles ainda confiam. Confiam que o resultado pode ser diferente. Confiam que podem derrotar o inimigo, apesar da visível diferença numérica.
Mas é isso. Eles podem derrotar o inimigo. Eles podem derrotar todos eles. Mesmo que houvesse 10 inimigos para cada um deles, eles poderiam derrotá-los! Mais, ainda que houvesse 100 por 1, eles iriam derrotá-los! A derrota inimiga era iminente!
Seus próprios comandantes passam de um lado para o outro discursando, gritando palavras de força, de alento, de coragem, de conforto e de glória.
"Nosso senhor está conosco! O nosso senhor da batalha nos guiará ao triunfo!"
Os batalhões rugem. Um rugido grave, quase um trovar. Um trovar que silencia de repente.
Os comandantes então olham em direção ao inimigo, e do inimigo ao monte. No alto de sua corcova, quatro silhuetas, quatro vultos.
Quatro guerreiros que descem o monte.
O rugido que prenunciava a gloria, agora tornou-se um silencio inquietante. Que de silencio transformou-se em murmúrio, e que rapidamente transformou-se em inquietação coletiva.
"São eles!"
"Não, não podem ser eles..."
"Mas são eles!"
"Os protegidos!"
"Os enviados!"
Tudo isso dito com o pavor da morte estampado em seus rostos.
Para eles não havia mais esperança. Aqueles quatro eram protegidos pelo senhor da guerra.
Não havia mais esperança.
Não havia mais saída.
A única opção sensata seria fugir, debandar a todos!
Mas mesmo que quisessem, só o fariam se os quatro permitissem.
Eles estavam ali, e nada aconteceria (nem a batalha, nem a não-batalha) a menos que eles quisessem.
A legião inimiga poderia sentar inteira e descansar. Poderiam até levantar acampamento se quisessem. Eram o que diziam. As lendas falam de batalhões inteiros que haviam sido derrotados pelos quatro. Em poucas horas. E sem que ninguém sobrevivesse.
Não havia jeito.
Tudo estava perdido.
Eles chegaram.
A batalha já vai começar.
A batalha já vai terminar.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Sofá da sala
Eu escutava o som do carro dele se aproximando de casa. Fazendo o retorno na avenida, a esquina e parando em frente. Não que fosse algo estrondosamente barulhento, não pense isso. Mas escutava. Mais uma dessas coisas completamente inexplicáveis.
Então eu corria, alegre, provavelmente com aquele riso característico das crianças com menos de 5 ou 6 anos. Corria e me escondia. Qualquer lugar que pudesse me ocultar servia, mas era bom inovar, não repetir. Mas, com a inocência inerte das crianças, os "esconderijos" eram os mesmo 2 ou 3 lugares de sempre. O preferido era atrás de um dos sofás da sala.
Coisa de criança.
Mas já fui além, me escondendo dentro de um guarda roupa. Um grande triunfo.
Então ele entrava em casa, e já sabia: devia me procurar.
E ele vinha, e sem muita dificuldade, mas representando muito bem, e me encontrava.
Eu adorava fazer aquilo. Era um ritual praticamente diário para mim e meu pai.
Meu pai voltava do trabalho para almoçar? Não sem antes ter a "difícil" tarefa de me encontrar, me divertir um pouco, e pronto.
Com o tempo, como tudo, isso passou. O motivo, eu não sei ao certo. Talvez o fato de ele ter se aposentado enquanto eu era muito novo ainda, tenha ajudado.
E, porque isso quebrava o "ritual" de todos os dias.
Claro que isso foi substituido por outras coisas. Mas quase nada do que fizemos nos anos seguintes era igual aquilo.
Bons tempos, boas coisas.
Então eu corria, alegre, provavelmente com aquele riso característico das crianças com menos de 5 ou 6 anos. Corria e me escondia. Qualquer lugar que pudesse me ocultar servia, mas era bom inovar, não repetir. Mas, com a inocência inerte das crianças, os "esconderijos" eram os mesmo 2 ou 3 lugares de sempre. O preferido era atrás de um dos sofás da sala.
Coisa de criança.
Mas já fui além, me escondendo dentro de um guarda roupa. Um grande triunfo.
Então ele entrava em casa, e já sabia: devia me procurar.
E ele vinha, e sem muita dificuldade, mas representando muito bem, e me encontrava.
Eu adorava fazer aquilo. Era um ritual praticamente diário para mim e meu pai.
Meu pai voltava do trabalho para almoçar? Não sem antes ter a "difícil" tarefa de me encontrar, me divertir um pouco, e pronto.
Com o tempo, como tudo, isso passou. O motivo, eu não sei ao certo. Talvez o fato de ele ter se aposentado enquanto eu era muito novo ainda, tenha ajudado.
E, porque isso quebrava o "ritual" de todos os dias.
Claro que isso foi substituido por outras coisas. Mas quase nada do que fizemos nos anos seguintes era igual aquilo.
Bons tempos, boas coisas.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Rubras lembranças

Já que hoje é dia 4 de abril, um dia histórico para todos os gaúchos e festivo para pelo menos a metade de nós, é justo que comece a falar sobre esse tema.
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Não tenho lembraça exata de quando, em qual momento de minha vida me tornei colorado. Torço por esse time desde minhas mais antigas lembranças. Óbviamente que muitas delas são como manchas, pequenos vultos, recortes. São muito antigas.
Tenho lembrança de um momento, em um dia qualquer, do ano que eu acredito ser 1995. A lembrança nao me permite saber nem mesmo a época do ano. Minto. Eu lembro do sol, era final de tarde. Devia ser verão. A lembrança nao é propriamente de meu time, mas, ironicamente, do rival. Eu lembro de estar no quintal de minha casa,na calçada que a circunda, bem sobre uma de suas "esquinas", de frente para a rua (e, por mera coincidencia, de fronte para a esquina desta rua). De repente a vizinhança é tomada por um rumor que cresce e rompe em uma comemoração, talvez com algum foguetório. Não lembro de muitas pessoas passarem comemorando, apenas de um ex-vizinho meu, que era mais novo, passar trajando a camiseta e comemorando bastante. Não sei se é essa a razão, mas eu nunca me afeiçoei a ele.
Lembro-me de me perguntar pq eram eles e não nós que comemoravamos. Bem, eu nao entendia muito mais do que isso naquela época. E é exatamente por nao entender muito mais do que isso, que eu acredito que o ano não era o ano de 1995. Talvez 1994. Ou 1993, de onde surgem minhas memorias mais antigas, e que nada têem a ver com futebol. Mas, se assim for, as datas e os motivos de comemoração do rival nao batem, e logo, minha lembrança estaria errada.
Minha memória me trai.
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Outra lembrança muito viva em minha memória data de 1997, mas agora sim com toda certeza. Era o mês de maio, eu acredito. Era final do Campeonato Gaúcho, e como nao podia deixar de ser, um clássico Gre-nal. Eu não lembro de ter assistido ao jogo, acredito que fui impedido de fazê-lo. Mas lembro muito bem da manhã seguinte no colégio: a flauta. a corneta. Eu "cornetiei" os rivais. E muito. Lembro inclusive de uma amiga minha muito especial, que entrou na sala de aula enrrolada na bandeira rubra. Os rivais estremesseram. Queriam sumir dali, queriam que o tempo passasse, queriam esquecer aquele dia.
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Lembro-me também de momentos que eu nao sei ao certo quando foram, mas que não foram momentos muito gratos. A década de 90, salvo um ou outro momento, não nos foi boa. Em alguma fase nao muito consciente de minha vida, muito inferior aos 10 anos, me questionei sobre minha paixão clubística. O momento não era bom, e mesmo nos momentos bons, os rivais tinham um único argumento que destroçava toda a nossa imensa lista de argumentos. Certamente eu me questionei. Mas não havia jeito. O estrago estava feito. Estava em meu sangue, em minha pele, era mais forte do que eu. Eu era assim, e não havia forma alguma de mudar.
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Recordo-me também de algumas poucas historias que me foram contadas, sobre grandes ídolos: Falcão, Carpegiani, Manga, Don Elias Figueroa, Taffarel... Eram tantos...
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Tenho lembrança de uma breve discussão a cerca de nossos estádios
Eu: Sabia que nosso estádio é o maior estádio privado do Brasil, e o maior do sul do país? *sorriso de vitória*
rival: *silencio*... É o maior, mas não é o mais bonito¹! *sorriso de vitória*
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E assim vai. Coisas que são inexplicáveis. Coisas que só podemos sentir. E que nossas memorias não explicam. Apenas aguçam nosso sentimento.
¹ Hoje, com toda a certeza do mundo, isso não é uma verdade *sorriso de vitória*
The Week
sexta-feira, 7 de março de 2008
Conselhos, conselhos
A raiva não é uma boa conselheira.
O problema fundamental é que ela é uma grande amiga minha, embora eu já tenha lhe dito para se afastar.
Mas ela sempre volta.
O problema fundamental é que ela é uma grande amiga minha, embora eu já tenha lhe dito para se afastar.
Mas ela sempre volta.
domingo, 2 de março de 2008
Viva o entretenimento selvagem
O incrível Rey Mysterio!
Porquê eu também gostaria de saber fazer o 619!
Porquê eu também gostaria de saber fazer o 619!
sábado, 1 de março de 2008
Será que o Lula já passou por isso também?
Sabe qual é a parte legal de se escrever por meio de metáforas?
A impessoalidade que isso passa. Todo mundo sabe que isso se refere a você, mas passa a impressão de que não é. Além da indetificação que isso dá ao leitor.
Traduzir idéias e sentimentos por meio de metáforas, alegorias e crônicas é um exercicio deveras interessante e desafiante, sem dúvida.
Mas nem sempre nos satisfaz.
A impessoalidade que isso passa. Todo mundo sabe que isso se refere a você, mas passa a impressão de que não é. Além da indetificação que isso dá ao leitor.
Traduzir idéias e sentimentos por meio de metáforas, alegorias e crônicas é um exercicio deveras interessante e desafiante, sem dúvida.
Mas nem sempre nos satisfaz.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Dialógos solitários
A caminhada era dura, dolorosa para si, e principalmente para seu cavalo. Cavalgar sobre aquele terreno, definitivamente não era fácil. Como se as inumeras pedras, somadas ao terreno liso e inclinado, não fossem o bastante, ainda havia aquela pequena camada de gelo, pequena o suficiente para retardá-lo ainda mais e fazer com que seu fiel amigo sofresse ainda mais.
Em seu rosto soprava um vento frio e úmido, anunciando a nevasca que a noite traria. Como se o frio que ele suportara até agora não fosse o suficiente! Mas não havia outra escolha, ele teria que transpor a serra, se quisesse ter alguma chance de alcançá-la a tempo.
Tentar outro caminho? Não havia esperaça. Haviam apenas 3 caminhos viáveis a serem percorridos para alcançar o seu destino: o primeiro deles passava por terras ocupadas pelo inimigo, que, segundo os viajantes, haviam montado inumeras barreiras ao longo da estrada, em pontos estratégicos. Não era prudente arriscar. Ainda faltava muito para alcançar o seu intuito, e esse encontro com o inimigo se faria mais necessário o quão mais próximo dela ele pudesse estar. De preferencia, o suficiente para sentir o seu perfume. (ah, o seu perfume!) Já o segundo caminho, estava bloqueado a certa altura, soterrado por um deslizamento de terra e rochas (que como se não fosse o bastante, havia trazido consigo 4 ou 5 toneladas de neve da encosta da serra proxima). Além deles, havia ainda uma passagem nordeste, que cortava a serra, e contornando-a em meio ao vale.
Embora essa fosse uma região desocupada, onde aqueles ("malditos", pensava ele) lacaios não
se arriscariam a estar, era prudente evitar o vale, deixando a passagem e rumando a noroeste, de forma a subir a serra definitivamente, e tentar alcançar a passagem do outro lado, após o vale. Esse caminho era mais longo (umas 5 ou 6 horas a mais, calculava ele) e lhe traria outro problema: Não havia um caminho ou passagem a seguir. Seria necessario caminhar as cegas, se guiando pelo que via, ouvia, e sentia.
Passar pelo vale seria seguro apenas a noite. Mas com a nevasca que se anunciava, ele não teria chance. Subindo a serra, também seria terrivel, mas pelo vale...Definitivamente não.
"Meu pobre e fiel amigo" Pensava, enquanto acariciava o pêlo do pescoço de seu cavalo. "Mesmo agora, sob todas essas condições, você continua..."
- Vamos meu amigo. Em duas ou três horas, logo que anoitecer, vamos parar para descansar um pouco.
- Ou muito - disse aquela voz cortante.
- Você outra vez?
- Outra vez? Eu nunca lhe abandonei, eu sempre estive ao seu lado nessa empreitada. Ao seu lado, e ao do seu amigo aí.
- Ao meu lado? Niguem está ao meu lado, muito menos você, desgraçado.
- Ninguém está ao seu lado? Pobre garoto. Pobre homem. Ninguém está, é verdade?
- Ninguém.
- E seu cavalo?
- ...Certo. Apenas ele.
- Apenas ele?
- Apenas ele.
- Pobre homem. Pobre garoto. Pobre cavalo.
- O que diabos você quer?
- Ora ora ora, quanta hostilidade, meu jovem! Seja paciente!
- Paciencia requer tempo, e tempo é algo do qual eu não disponho agora! SE É QUE VOCÊ NÃO NOTOU!
- Certo, certo, certo... Você tem razão. Você não tem tempo. Você também não tem ninguém, não é verdade?
- Com exceção do cavalo.
- Com exceção do cavalo.
E a noite se aproxima fria e lentamente.
Em seu rosto soprava um vento frio e úmido, anunciando a nevasca que a noite traria. Como se o frio que ele suportara até agora não fosse o suficiente! Mas não havia outra escolha, ele teria que transpor a serra, se quisesse ter alguma chance de alcançá-la a tempo.
Tentar outro caminho? Não havia esperaça. Haviam apenas 3 caminhos viáveis a serem percorridos para alcançar o seu destino: o primeiro deles passava por terras ocupadas pelo inimigo, que, segundo os viajantes, haviam montado inumeras barreiras ao longo da estrada, em pontos estratégicos. Não era prudente arriscar. Ainda faltava muito para alcançar o seu intuito, e esse encontro com o inimigo se faria mais necessário o quão mais próximo dela ele pudesse estar. De preferencia, o suficiente para sentir o seu perfume. (ah, o seu perfume!) Já o segundo caminho, estava bloqueado a certa altura, soterrado por um deslizamento de terra e rochas (que como se não fosse o bastante, havia trazido consigo 4 ou 5 toneladas de neve da encosta da serra proxima). Além deles, havia ainda uma passagem nordeste, que cortava a serra, e contornando-a em meio ao vale.
Embora essa fosse uma região desocupada, onde aqueles ("malditos", pensava ele) lacaios não
se arriscariam a estar, era prudente evitar o vale, deixando a passagem e rumando a noroeste, de forma a subir a serra definitivamente, e tentar alcançar a passagem do outro lado, após o vale. Esse caminho era mais longo (umas 5 ou 6 horas a mais, calculava ele) e lhe traria outro problema: Não havia um caminho ou passagem a seguir. Seria necessario caminhar as cegas, se guiando pelo que via, ouvia, e sentia.
Passar pelo vale seria seguro apenas a noite. Mas com a nevasca que se anunciava, ele não teria chance. Subindo a serra, também seria terrivel, mas pelo vale...Definitivamente não.
"Meu pobre e fiel amigo" Pensava, enquanto acariciava o pêlo do pescoço de seu cavalo. "Mesmo agora, sob todas essas condições, você continua..."
- Vamos meu amigo. Em duas ou três horas, logo que anoitecer, vamos parar para descansar um pouco.
- Ou muito - disse aquela voz cortante.
- Você outra vez?
- Outra vez? Eu nunca lhe abandonei, eu sempre estive ao seu lado nessa empreitada. Ao seu lado, e ao do seu amigo aí.
- Ao meu lado? Niguem está ao meu lado, muito menos você, desgraçado.
- Ninguém está ao seu lado? Pobre garoto. Pobre homem. Ninguém está, é verdade?
- Ninguém.
- E seu cavalo?
- ...Certo. Apenas ele.
- Apenas ele?
- Apenas ele.
- Pobre homem. Pobre garoto. Pobre cavalo.
- O que diabos você quer?
- Ora ora ora, quanta hostilidade, meu jovem! Seja paciente!
- Paciencia requer tempo, e tempo é algo do qual eu não disponho agora! SE É QUE VOCÊ NÃO NOTOU!
- Certo, certo, certo... Você tem razão. Você não tem tempo. Você também não tem ninguém, não é verdade?
- Com exceção do cavalo.
- Com exceção do cavalo.
E a noite se aproxima fria e lentamente.
domingo, 13 de janeiro de 2008
As Rosas do Caminho

Sinopse:
O ano é de 1127. Um cavaleiro que após muitas guerras e andanças resolvera sentar estabilidade após conhecer sua bela e jovem amada, é chamado novamente à batalha. Tendo que marchar incontáveis léguas para além das colinas, deixando para trás o amor de sua vida e a promessa de regressar são e salvo para então finalmente casarem-se, ele parte. Ele sente seu coração rasgar-se, mas este é o seu dever. No entanto, já muito distante, notícias desesperadoras chegam até ele, obrigando-o a abandonar sua tropa e re-fazer o caminho de volta até sua amada para salvar sua própria vida. No caminho de volta, ele irá encontrar eventos e pessoas surpreendentes, e ouvir de perto o que a solidão, o desespero, a esperança e o amor tem a lhe dizer.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
1ª Lei do Amor
1ª Lei do Amor:
Se você ama alguém, ela consequentemente estará de alguma forma inacessível para você.
Fato comprovado.
domingo, 7 de outubro de 2007
O rio é largo
O rio da vida é largo, profundo, calmo e longo.
O rio da vida é estreito, raso, curto e, por mais contraditório que possa parecer, turbulento.
O rio da vida é tudo isso. Simultaneamente.
Uma curva aqui, e pah. Nos deparamos com uma corredeira. Lutamos, remamos, as vezes tomamos uns caldos, mas nos agarramos ao bote dos nossos sonhos com nossa teimosia, e vencemos a proxima curva para chegar a uma linda planície onde o rio corre sossegadamente, banhado por um pôr-do-sol maravilhoso.
Outras vezes saimos de uma corredeira para entrar em outra. Mas isso só implica que a curva que nos levará a planicie está mais proxima, probabilisticamente falando.
Ah, mas o rio tem muitos caminhos. E não temos o mapa.
É muito facil escolhermos uma curva errada, querendo achar a certa. Ou querendo a errada mesmo. E nesse caso, poderemos nos deparar não com uma corredeira, mas com uma cachoeira. E das grandes. Talvez até mesmo uma catarata inteira.
O bote dos nossos sonhos pode até murchar. E a nossa teimosia falhar.
Ora, podemos até perder o remo da nossa força de vontade.
E nesse caso, nunca chegaremos à planicie mágica de nossos sonhos.
Mas o remo estará amarrado ao meu braço, para que eu não perca minha força de vontade.
O bote de sonhos é meu. E ele nunca murchará.
E somos mais teimosos que a Alemanha inteira.
E eu sei que a planicie mágica estará logo após a próxima curva.
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Ouvindo: Blind Guardian - Another Strange Me
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Atendendo à pedidos de atualização (=p), aqui vai um texto feito por mim há algum tempo. Em 07-10-07, pra ser mais exato.
E o publico agora, porque ele ainda é atual.
E o texto sobre o Natal, sua conceituação e o Dia do Capitalismo fica para a amanhã. Se me der vontade.
Rezem para que chova.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Sansão
É incrivel como a gente consegue se olhar no espelho e não se reconhecer.
Claro claro, tudo está relacionado. Mas algumas pequenas coisas, pequenos detalhes chamam a atenção para a verdade.
Verdade?
Bom, no minimo é um devaneio. No maximo é uma verdade.
No minimo, então, é loucura.
No máximo, também.
...
Salas acolchoadas devem ser bem confortáveis.
Claro claro, tudo está relacionado. Mas algumas pequenas coisas, pequenos detalhes chamam a atenção para a verdade.
Verdade?
Bom, no minimo é um devaneio. No maximo é uma verdade.
No minimo, então, é loucura.
No máximo, também.
...
Salas acolchoadas devem ser bem confortáveis.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Praticamente um monge...

Porque algumas pessoas passam tanto tempo refletindo sobre a vida, o mundo, a existencia?
Enquanto outras estão aí, felizes, trabalhando, comprando, namorando? (e muitas bebendo, fumando, se drogando, e acabando com a sua vida(o que comprova que nada tem apenas dois lados, mas isso é outra história)
E então?
Por quê? POR QUÊ?
...
Sei lá, de repente é algo assim, espiritual.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Ah, a primavera
Ah, o doce ar primaveril. O sol entrando pela janela novamente, como se voltasse a raiar depois da tempestade, iluminado ambientes, aquecendo pessoas e corações.
Ah, o renovado ar primaveril. Que nos faz sentir mais jovens, fortes, capazes. Esperançosos.
Ah, o quente ar primaveril. Que nos lembra que o inverno passou, que em breve será verão, e muitas coisas boas certamente irão ocorrer.
Ah, esse ar primaveril. Que renova tudo por onde passa, que faz as pessoas sorrirem, que faz os seres se amarem, que faz as flores desabrocharem, espalhando seu doce e envolvente perfume pelo ar, carregando seu estimado pólen, para todos os cantos, onde outras flores irão então desabrochar, perpetuando assim esse clima esplendido para a alegria dos poetas...
E a tristeza e raiva dos alérgicos...
Ah, o ar primaveril...
Ah, o renovado ar primaveril. Que nos faz sentir mais jovens, fortes, capazes. Esperançosos.
Ah, o quente ar primaveril. Que nos lembra que o inverno passou, que em breve será verão, e muitas coisas boas certamente irão ocorrer.
Ah, esse ar primaveril. Que renova tudo por onde passa, que faz as pessoas sorrirem, que faz os seres se amarem, que faz as flores desabrocharem, espalhando seu doce e envolvente perfume pelo ar, carregando seu estimado pólen, para todos os cantos, onde outras flores irão então desabrochar, perpetuando assim esse clima esplendido para a alegria dos poetas...
E a tristeza e raiva dos alérgicos...
Ah, o ar primaveril...
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Mudanças
E a vida muda novamente!
O caminho ainda nao terminou, mas agora fazemos uma pausa para descansar e avaliar tudo que vivi nos ultimos meses.
Foi bom porque me conheci melhor, e sei no que sou bom agora e devo me concentrar. Consegui ter certeza de que sonho com coisas com as quais nao posso viver, então terei que viver com coisas que não sonho, mas que objetivo ter.
Êta mundo capitalista.
Enfim, os sonhos ficaram para um dia adiante, futuro. Espero viver até lá.
O caminho ainda nao terminou, mas agora fazemos uma pausa para descansar e avaliar tudo que vivi nos ultimos meses.
Foi bom porque me conheci melhor, e sei no que sou bom agora e devo me concentrar. Consegui ter certeza de que sonho com coisas com as quais nao posso viver, então terei que viver com coisas que não sonho, mas que objetivo ter.
Êta mundo capitalista.
Enfim, os sonhos ficaram para um dia adiante, futuro. Espero viver até lá.
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