quarta-feira, 29 de julho de 2009

E o vento? Oh, o vento.

Sou o que?
Pipa verde voante,
Plaina no céu,
A mão, oh, a mão!
Concreta invisível,
Um puxão, opa!
Uma cambalhota no ar,
e lá se vai outra paixão.

E o vento?
Vento não há.

Onde estou?
Nuvem brilhante
Risca o céu ligeira, arredia,
E o vento que sopra, sopa!
Mas já não é dia,
E de novo se some, no horizonte,
Outro lugar, outro nome.

E o vento?
Vento não há.


Vento que voa,
Sonoro, cantante.
Me responda, oh vento maneador:
Pra onde vais, tão apressado?
Uiva de angústia,
Por um destino desregrado?

Vento que esvoaça,
Frio, cortante.
O que fizeste para a pipa?
Pipa verde voante,
Para onde levaste, a nuvem brilhante?

Oh vento que maneia,
O destino que semeia.
Não sabes para onde vais,
Não sabes porque vais,
E assim como nós,
Tantos de nós.

Um comentário:

kk disse...

Nossa, que lindo.